LOS ANGELES - Um dia antes de receber seu terceiro Oscar, agora por A Dama de Ferro, a atriz Meryl Streep leu um poema cujo verso chamou sua atenção: "É estranho estar aqui uma vez que sua volta estava prevista". Foi como uma mensagem escrita para ela, que se habituou a comparecer nas cerimônias do Oscar e sempre sair de mãos abanando. "É essa curiosa sensação que sinto agora - pensei que já estava velha e cansada e, de repente, eles dizem seu nome e você parece entrar em uma luz branca, que me tornou criança novamente." Membro agora do seleto grupo que venceu três estatuetas (que conta, entre outros, com Jack Nicholson), Meryl acredita na persistência. "Sempre tive tudo com que sonhei na vida, mas nunca acreditei que o fato estava consumado, que a vitória estava ganha. Mesmo na noite de hoje (domingo), eu realmente duvidava da minha possibilidade de vencer." Meryl contou sobre o detalhado trabalho de interpretar a ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher. "Não cheguei a conhecê-la, pois ela se afastou totalmente da vida política há dois anos", observou. "Mas estudei muito graças à enorme documentação existente sobre seu governo." A atriz falou com entusiasmo sobre seu novo projeto, a construção do Museu das Mulheres. "Durante séculos, não havia interesse sobre as mulheres, daí a importância de se criar um centro que reúna e preserve essa história invisível." / U. B.

28 de fevereiro de 2012 | 03h08

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