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Estreia nos cinemas 'As Mães de Chico Xavier'

Filme dirigido por Glauber Filho é baseado no livro 'Por Trás do Véu de Ísis'

AE, Agência Estado

01 Abril 2011 | 10h01

Durante sua vida, Chico Xavier atraiu milhares de pessoas para a Casa das Preces, instituição espírita fundada por ele em Uberaba (MG). E apesar de ser sempre lembrado por sua humildade, talvez o médium, que completaria amanhã 101 anos, se deslumbrasse com outra multidão. No ano passado, quase 7,5 milhões de espectadores lotaram os cinemas nacionais para ver os filmes Chico Xavier, que mostra a vida do mineiro, e Nosso Lar, adaptação de seu livro de maior sucesso - supostamente uma psicografia ditada pelo espírito de André Luiz. Agora, com o objetivo de encerrar uma espécie de trilogia, chega hoje aos cinemas do País, com mais de 300 cópias, As Mães de Chico Xavier.

Com direção de Glauber Filho, (o mesmo de Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito, de 2008, produção que impulsionou a leva de obras do gênero espírita no cinema), e Halder Gomes, o filme é baseado no livro Por Trás do Véu de Ísis, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior, também autor de As Vidas de Chico Xavier, obra que inspirou Daniel Filho a dirigir a cinebiografia do mineiro.

As Mães de Chico Xavier acompanha a vida de três mulheres: Ruth (Via Negromonte), cujo filho está envolvido com drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli), mãe de um menino de 5 anos, que está afastada do marido, e Lara (Tainá Müller), que descobre estar grávida, mas que, depois de ser abandonada pelo namorado, não sabe se quer mesmo ter o bebê. Paralelamente aos acontecimentos que envolvem as três mulheres, entra em cena Karl (Caio Blat), uma referência ao autor do livro, um jornalista incumbido da missão de entrevistar Chico Xavier e entender a movimentação na Casa da Prece.

Halder Gomes destaca o ar de continuidade que as produções apresentam. "Involuntariamente, esse longa fecha a trilogia do centenário do Chico Xavier. É um grande motivo para as pessoas voltarem ao cinema", diz.

Mas se o foco nas correspondências supostamente psicografadas por Chico Xavier pode ser novidade, o rosto que o personagem traz nesta produção é o mesmo do longa anterior. Depois de interpretar o médium em Chico Xavier, Nelson Xavier volta a fazer o papel. Glauber Filho afirma que a escolha foi feita intuitivamente e não por conta do sucesso da cinebiografia. "Hoje, não sei dizer o motivo, mas não consegui pensar em outro ator. E também não acho que deveria ter procurado apenas porque ele havia feito o filme do Daniel (Filho)", afirma. Com um orçamento de R$ 3,8 milhões, a obra foi rodada no Ceará e em Minas Gerais. As informações são do Jornal da Tarde.

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