Estréia no GNT a série sobre relacionamentos Nós e Elas

Pouca gente ainda fala de John Frankenheimer e é verdade que a fase final da carreira desse diretor convida ao silêncio. Os filmes foram ficando cada vez piores e A Ilha do Dr. Moreau, a despeito de Marlon Brando, é uma mancha em qualquer currículo. Mas Frankenheimer foi muito bom nos anos 1960 e começo dos 70, quando fez filmes como Sob o Domínio do Mal (a versão com Frank Sinatra), O Segundo Rosto, O Homem de Kiev, Os Pára-Quedistas Estão Chegando e O Pecado de Um Xerife (com trilha de Johnny Cash). Os Pára-Quedistas passa hoje às 23h30 no canal Futura. Chama-se The Gypsy Moths, no original, e conta a história desses três amigos que arriscam a vida num show itinerante de pára-quedismo. Como mariposas atraídas pela luz, eles não conseguem evitar a destruição. E assim vão parar numa pequena cidade do Kansas, onde um deles se envolve com uma mulher casada. Burt Lancaster e Deborah Kerr interpretam os papéis, mas, em 1969, não eram mais o casal que rolava na areia da praia, desafiando a moral americana em A Um Passo da Eternidade, o clássico de Fred Zinnemann, de 1953. A sensualidade dá lugar à amargura, o filme é a crônica desencantada de uma América provinciana que encarcera e sufoca os personagens. Gene Hackman, Scott Wilson e Bonnie Bedelia completam o elenco e estão todos ótimos. Após eles discorrerem sobre suas vidas amorosas em Nós e Eles, que foi ao ar no início do ano passado, chegou a vez delas. Nós e Elas estréia hoje no GNT, às 22 horas, e tem o mesmo formato que a série anterior: 13 episódios e o comando de uma personalidade, agora masculina. Ele pergunta, elas respondem. Se na primeira leva tivemos Maitê Proença, Angélica e Giulia Gam, agora temos Vladimir Brichta, Washington Olivetto, Alexandre Borges, Hélio de La Peña, entre outros, falando sobre temas como brigas, diferenças culturais, fantasias e o primeiro filho. A estréia será com Frejat falando sobre relacionamento a distância - mal que também o acomete. Ciúme, insegurança, sexo e brigas são alguns dos assuntos que Frejat coloca na roda para as mulheres responderem. Mulher aeromoça casada com homem piloto, mulher que trabalha em terra com homem marinheiro que fica meses no mar, mulher brasileira e homem holandês que, a todo custo, quer imprimir uma certa rotina ao casamento. No caso, cozinha falando ao telefone e até aluga o mesmo DVD para assistirem simultaneamente - apesar dos mais de 10 mil quilômetros de distância. A certa altura, até Frejat se entrega e sai de seu papel de questionador para relatar brigas que já teve com a mulher ao telefone tendo toda a banda como cúmplice. Ou que, por causa da distância, tem uma paciência que poucos maridos têm. É capaz até de ir ao shopping com a mulher. Os depoimentos são intercalados com cenas de filmes. Sintonia de Amor, Encontros e Desencontros e Albergue Espanhol foram alguns dos selecionados para o primeiro debate que ganhou o nome de Tão longe, tão perto. Sempre às sextas, com narração de Du Moscovis.

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