Estreia hoje nos cinemas 'Salt', com Angelina Jolie

A Guerra Fria acabou há mais de 20 anos. Teria acabado com ela a inspiração dos americanos em fazerem filmes mostrando os russos como os homens maus? Ou esse medo só foi transferido para outros países como Irã e Coreia do Norte? Em "Salt", longa que estreia hoje com Angelina Jolie no papel principal, os produtores misturaram tudo isso numa só história. Evelyn Salt (Jolie) é uma agente da CIA da mais alta confiança do governo dos Estados Unidos. Tanto é que, logo nos primeiros minutos de projeção, são mostradas cenas da mocinha sendo torturada por soldados norte-coreanos.

AE, Agência Estado

30 Julho 2010 | 10h02

De volta aos Estados Unidos, anos depois do período na Coreia do Norte, ela vai interrogar um desertor russo, chamado Orlov, que conta uma história difícil de acreditar. Segundo ele, a União Soviética treinou crianças desde o nascimento para serem máquinas de matar, leais apenas ao Partido, que seriam enviadas para os Estados Unidos onde cresceriam e aguardariam anos até que a ordem de atacar viesse. O programa teria sido batizado de KA-12 e o dia do ataque seria chamado de Dia X. Mas o Muro de Berlim caiu, a União Soviética se desfez e nada aconteceu. Orlov, no entanto, revela que esses espiões continuam ativos e que Salt é uma dessas agentes duplas. A missão dela seria matar o atual presidente russo, dentro dos Estados Unidos, e, com isso, causar um incidente diplomático capaz de provocar uma nova guerra nuclear. A partir daí, o longa ganha fôlego com sequências de ação realmente empolgantes com Angelina no centro de todas elas.

A atriz, aliás, domina o filme. Se não fosse por ela, o espectador talvez se questionasse se não teria assistido a uma história parecida com essa outras vezes, já que o enredo não é lá tão original assim. A título de comparação, "Salt" é uma mistura de MacGyver com "Identidade Bourne", só que do sexo feminino. O papel principal, no entanto, tinha sido escrito para ser interpretado por Tom Cruise, que recusou a oferta por achar o roteiro parecido com outros filmes seus.

Os colegas de trabalho de Salt, Ted Winter (Liev Schreiber) e PeaBody (Chiwetel Ejiofor), passam, então, a caçar a suposta espiã numa busca frenética por Nova York e Washington. A agente jura que é inocente e que armaram uma cilada para ela. Sua única preocupação é salvar seu marido, o biólogo Mike Krause (August Diehl). Mesmo com explosões e cenas de perseguições difíceis de acreditar, o longa consegue manter uma certa verossimilhança e até o último minuto surpreenderá o espectador com inesperadas reviravoltas. E o melhor, dando margem para continuações. As informações são do Jornal da Tarde.

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