Estreia hoje no cinema 'À Prova de Morte', de Tarantino

Depois de estrear em mostras de São Paulo, o filme "À Prova de Morte", de Quentin Tarantino, entra em circuito nacional a partir de hoje. Chega com três anos de atraso. Lançado em 2007, nos EUA, foi feito sob medida para o projeto Grindhouse, que exibia, ainda, "Planeta Terror", do amigo Robert Rodriguez. Populares no País durante os anos 1970, essas sessões duplas traziam produções baratas de horror e pancadaria. Por isso, não espere um primor estético. É propositalmente tosco, com cortes bastante bruscos. Se não fosse assim, não seria considerado um legítimo Grindhouse.

AE, Agência Estado

16 de julho de 2010 | 10h06

"À Prova de Morte" (Death Proof) do título se refere aos carros dos dublês, construídos para protegê-los nas cenas perigosas. Dublê Mike (o sumido Kurt Russell) tem um desses. Decadente, ele usa seu carro para preservar a vida de quem está no volante - ou seja, a dele. O mesmo não vale para caronas ou passageiros de outros veículos. Ele tem uma tara: segue belas mulheres, também motorizadas, para depois matá-las com sua arma sobre quatro rodas. É o argumento que Tarantino precisa para destilar seu arsenal de referências de filmes B e terror trash.

As cenas de perseguição na estrada são o ponto alto. Na realidade, são duas grandes perseguições, em momentos distintos desse road movie: na primeira parte, a mais aterrorizante, que se passa na penumbra da noite; e na segunda, à luz do dia, quando a trama descamba para um "Corrida da Morte" (Death Race 2000, cult de 1975, com David Carradine). Na segunda metade do filme, acontece uma reviravolta e os papéis são invertidos. Há outros ingredientes da obra tarantiana: diálogos longos, mulheres fortes, uma ponta do diretor e trilha sonora bacana. Note a dança erótica que a insinuante Butterfly faz para Mike, ao som de "Down in Mexico". É Tarantino puro, em versão despretensiosa. Se é que isso seja possível. As informações são do Jornal da Tarde.

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