Estátua de Apolo roubada há 16 anos volta à Grécia

Objeto de 1,3 metro de altura foi achado há meses em antiquário suíço

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h17

Uma estátua do deus Apolo, possivelmente cópia da obra do escultor grego Praxíteles (século IV a.C.), voltou à terra original após haver sido roubada há 16 anos. O objeto de arte tinha sido levado em 1991 do sítio arqueológico de Gortina, na ilha grega de Creta, informou a imprensa local. O primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, recebeu na noite de sábado em solenidade no Museu Arqueológico de Heráclio, em Creta, o dorso da estátua de mármore de Apolo, de 1,3 metro de altura, achado há meses com o antiquário suíço Jean David Cahn, na Basiléia (Suíça), graças à Interpol. Caramanlis expressou satisfação pelas "rápidas providências realizadas pelo Ministério da Cultura grego para a repatriação" da obra. A estátua, achada no século XIX na parte sul das ruínas do templo de Apolo Pítico, tinha sido roubada em fevereiro de 1991, junto com outros objetos menores. As ruínas de Gortina são famosas por placas que contêm um código de leis escrito em pedra. A Escola Arqueológica Italiana em Atenas realizou escavações sistemáticas no sítio arqueológico a partir de 1978. A estátua, obra da escola de Praxíteles (370-330 a.C.), segundo arqueólogos, foi devolvida pelo Governo suíço à Grécia na quinta-feira passada, cumprindo um acordo bilateral de proteção de antigüidades assinado recentemente e destinado a recuperar relíquias e combater o tráfico ilegal de peças históricas. O Apolo permanecerá no museu de Creta, mas não na exposição exclusiva sobre obras de Praxíteles e sua escola em Atenas que será aberta em 25 de julho no Museu Arqueológico da capital. A Grécia solicita há 20 anos, sem sucesso, que o Museu Britânico de Londres devolva os frisos de mármore do templo do Partenon para colocá-los no novo museu da Acrópole, que deve abrir em 2008. Até agora, o Ministério da Cultura grego conseguiu com que o Museu Getty nos EUA devolvesse quatro relíquias que tinham sido tiradas ilegalmente da Grécia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.