ESTANTE DA SEMANA

A HISTÓRIA DO RESTAURANTE RODEIO, COM O TEMPERO DE NIRLANDO BEIRÃO.Uma caminhada pela São Paulo glamourosa dos chamados bairros chiques, e também pelos sabores do restaurante Rodeio. Um livro com a marca de conhecida qualidade do jornalista Nirlando Beirão. Na apresentação de Rodeio Conta os Jardins (206 págs., R$ 120,00), da Adroitt/Bernard Editorial, diz ele sobre a cidade: ?Se São Paulo é uma cidade de fascínios ocultos e desastres evidentes, os Jardins servem de espelho para uma exceção e um privilégio. É aí que a metrópole pode enunciar, sem medo do ridículo, seu orgulho de ser internacional e cosmopolita. Uma espécie de vitrine de mundo ainda que inserida no espetáculo de vida real chamado Brasil?.Desde sua fundação, em 1958, no mesmo lugar onde figura até hoje, como protagonista da gastronomia fina, o Rodeio acompanha e faz história na cidade. Ao longo dos anos viu nascer e crescer o quadrilátero mais elegante de São Paulo: os Jardins, bairro que concentra o melhor da moda, cultura, design e gastronomia. Mantendo-se um clássico, em constante evolução, ampliou e modernizou suas instalações, sem deixar de lado a sintonia perfeita do bom atendimento e da alta qualidade que o tornou ícone entre os apreciadores da boa carne e reduto pioneiro de personalidade daqui e do mundo.NAS LIVRARIAS, UM CLÁSSICO DA LITERATURA INGLESA.Este é o primeiro livro do inglês Joseph Lloyd Carr editado no Brasil. Eis a história. Durante o verão sem nuvens, dourado e incomparável de 1920, Tom Birkin, um veterano sobrevivente da Primeira Guerra Mundial, abandonado pela esposa e desempregado, refugia-se em Oxgodby, um remoto vilarejo de Yorkshire, para restaurar uma grande pintura medieval recentemente descoberta na igreja. Vivendo no campanário da igreja, ele trabalha diariamente para destapar a pintura que representa o Juízo Final. Imerso na beleza e placidez do campo e nos imutáveis ritmos da vida da região, Birkin, além de sentir sua vida se renovar, também recupera a crença no futuro. Ao começar a escrever Um Mês no Campo (Editora Globo, 168 páginas, R$ 25,00), a idéia de J. L. Carr, como ele mesmo afirma, era narrar uma história serena, uma espécie de idílio rural. Para estabelecer o tom correto, quis que o narrador, Tom Birkin, relembrasse com pesar um período de tempo distante quarenta ou cinqüenta anos. Escrito em 1979, publicado em 1980 e considerado uma obra-prima, o livro conquistou o Prêmio Guardian de Literatura, foi indicado ao Booker Prize, teve diversas edições e, em 1987, foi adaptado para o cinema, com Kenneth Branagh, Colin Firth e Natasha Richardson nos papéis principais.UMA NOVA (E POLÊMICA) PROPOSTA DE MARKETINGUm livro que mereceu destaque na conceituada Haward Business Review. O autor, Christopher Locke, por sua vez, figurou em uma recente pesquisa do Financial Times Group entre os cinqüenta maiores pensadores do mundo empresarial. Então, qualidade comprovada. Com Marketing Muito Maluco (Campus, 272 páginas, R$ 45,00), Chris Locke, como é mais conhecido no Estados Unidos, mostra que em um mundo com novos mercados nascendo, e um mundo onde, cada vez mais, o consumidor é que dita as regras, é preciso um novo modelo de marketing. Pergunta ele: qual é a revolução que está abalando os negócios em nossos dias? A resposta: Certamente a Web tem preponderante papel nela. O que se vê é que as pessoas se conectam à Internet para formar poderosos micromercados. E essas comunidades ligadas em rede refletem tendências profundas de nossas culturas.Em suas reflexões, o autor traça paralelos entre mídias poderosas como a TV e a Internet e, entre suas conclusões, observa que na televisão apelos repetidos podem criar consciência de marca, mas na rede geram irritação e isso significa que a comunicação on line deve ser outra. Para Locke, as pessoas se conectam umas com as outras na Internet, de baixo para cima, de acordo com suas paixões e interesses, que raramente têm relação direta com produtos.UM DOM QUIXOTE DE CORDEL, EDITADO NO CEARÁ.O Dom Quixote do grande Miguel de Cervantes, publicado há mais de 400 anos, está também agora nas páginas do cordel. O Dom Quixote em Cordel é do cearense (de Quixeramobim) Antônio Klévisson Viana. Aliás, de cordel só tem o título. Na verdade, é um livro de luxo, com capa e ilustrações de Klévisson, que, além de poeta, é cartunista e xilogravurista.Eis alguns fragmentos:Eu às vezes também souum errante viramundo.Mas o bom Deus me iluminacom o seu saber profundo.Pois quando escrevo ou desenhosonho o melhor para o mundo!Roguei às musas que outrorailuminaram Cervantes,que me levassem nos braçosa outros tempos distantes.E lá encontrei o últimodos cavaleiros andantes...Quem foi este Dom Quixote?Foi um louco, um sonhador?Visionário ou lunático,em um mundo enganador?Ou foi alguém que buscavapra vida um real valor?Um livro editado pela Tupynanquim, da cidade de Fortaleza (48 págs., R$ 25,00).A INGLESA ROSAMUNDE CONTA A HISTÓRIA DE UM AMOR PERDIDOEm A Casa Vazia, a romancista inglesa Rosamunde Pilcher brinda-nos com a história da perda de um grande amor. A personagem principal, Virgínia Keile, teve a decepcionante experiência de um casamento com um homem esnobe e rico, totalmente controlado pela mãe, uma mulher dominadora. Viveu reclusa em uma mansão na Escócia. Quando o marido morreu, em um acidente de carro, Virgínia permitiu que a avó paterna e uma babá educassem seus filhos. A Casa Vazia (Bertrand Brasil, 208 páginas, R$ 21,00) traz de volta Rosamunde Pilcher, que teve seu nome reconhecido com o enorme sucesso de Os Catadores de Conchas. O livro ficou por muito tempo na lista de best-sellers do suplemento literário do The New York Times e vendeu mais de seis milhões de exemplares em todo o mundo. De Rosamunde, foram também publicados pela Bertrand Brasil, O Carrossel, Victoria, O Dia da Tempestade, Flores na Chuva, O Quarto Azul, Vozes no Verão, Sob o Signo de Gêmeos e Com Todo Amor. Editados em mais de 28 países.UM ESCRITOR QUE PRETENDE TER INVADIDO A PRIVACIDADE DE SHAKESPEAREQuem foi mesmo William Shakespeare? Como foi que o ?rude cavalariço? de Stratford, filho de um luveiro que chegou a prefeito, tornou-se tão grande poeta? Na primeira biografia popular de Shakespeare nos últimos 25 anos ? publicada pela primeira vez em 1999, e lançada no Brasil pela Ediouro, Anthony Holden separou os fatos de lendas para criar um nítido retrato do escritor que recentemente foi eleito o Homem do Milênio. O livro (280 páginas, R$ 32,00) também apresenta as referências bibliográficas utilizadas na pesquisa do autor, oferecendo detalhes sobre os livros que falam de Shakespeare considerados mais importantes. Nascido em Lancashire e educado em Oxford, Anthony Holden é um biógrafo best-seller e foi um premiado jornalista antes de se tornar escritor e radialista.

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