'Estado' sofre intervenção durante período da ditadura

Na biografia, Lira Neto detalha a participação do Estado tanto na Revolução de 1932, liderando a imprensa liberal, como no período em que o jornal decide romper a censura imposta pelo Estado Novo e, por isso, sofre intervenção entre 1940 e 1945.

O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2013 | 02h14

"O Estado era o grande bastião do liberalismo, do antivarguismo", comenta Lira. "Ao se colocar no poder de forma ditatorial, contrariando as demandas democráticas, Vargas encontrou a imprensa como uma grande adversária. E o Estado encarnou essa bandeira pela luta pela democratização, pela liberdade de imprensa. E, com isso, o jornal se torna um alvo privilegiado do Estado Novo de forma material, ao ser tomado de seus proprietários e passar a ser administrado por um interventor entre 1940 e 1945."

No livro, Lira mostra como a polícia comandada por Filinto Müller, ao invadir as oficinas do jornal, revelou ter encontrado metralhadoras que seriam usadas em uma conspiração para derrubar Getúlio. Francisco Mesquita e vários diretores foram presos. O Tribunal de Segurança Nacional atestou, depois, que as armas foram plantadas pela própria polícia. / U.B.

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