Toni Albir/EFE
Toni Albir/EFE

Esposa de Saramago avalia 'El Último Cuaderno' como um presente inesperado

Companheira de escritor português falecido há quase um ano avaliou bem obra póstuma

EFE

17 de fevereiro de 2011 | 17h29

A um dia da véspera de completar oito meses da morte do escritor José Saramago, a cidade de Barcelona homenageia o Nobel português com diferentes eventos, um deles relacionado com sua obra póstuma, El Último Cuaderno, que nesta quinta-feira sua esposa, Pilar del Río, considerou como "um presente inesperado".

Com prefácio escrito por Pilar e pelo italiano Umberto Eco, El Último Cuaderno reúne os textos que Saramago escreveu de forma assídua em seu blog pessoal, entre 23 de março de 2009 e 2 de junho de 2010, 16 dias antes de morrer em Lanzarote.

Reflexões íntimas, comentários sobre política, pensamentos e simples opiniões dos temas mais diversos compõem o livro.

Pilar também revelou que está trabalhando na edição de um romance inédito, que se titulará " Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas", embora pouco pôde antecipar, porque tem que conhecer exatamente o que foi escrito sobre esta obra.

Durante sua presença, a esposa de Saramago também anunciou que a partir do dia 18 de março abrirá ao público a casa de Lanzarote (arquipélago espanhol das Canárias), embora o escritor nunca tivesse dado sua autorização ou ao menos discutido a possibilidade.

Na sexta-feira, a programação de homenagens exibirá o filme documentário "José e Pilar" na Universidade Autônoma de Barcelona. O filme é obra do diretor português Miguel Gonçalves, que relata a intensa vida e as viagens do casal.

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