Espírito dândi marca coleção de Reinaldo Lourenço

Ser dândi não é exatamente uma opção, uma escolha, mas um privilégio, uma sorte: um estado de espírito aristocrático que poucos têm na alma. Reinaldo Lourenço abriu o terceiro dia da SPFW com esse clima de dandismo, de elegância e corte, apresentando a coleção Tropical Dandy. E na platéia, um dos reis da moda brasileira: Alexandre Herchcovitch.Há, afinal, uma tendência para o verão? "Isso é sempre muito complicado de afirmar. Cada estilista funciona de uma maneira muito complicada e tudo depende também de seu público. Trabalho de uma forma para a Cori muito distinta da maneira como crio para minha marca", responde Herchcovitch, uma parte da pergunta. "Mas há indicativo da presença do tom masculino, da influência da moda de luxo noturno, como os fraques, para o verão", referindo-se, também, ao desfile de Lourenço.Reinaldo Lourenço, por sua vez, imaginou como guia para sua criação a idéia de uma festa na Amazônia, black-tie, em que as pessoas, à medida que chegassem em casa, fossem desconstruindo esse traje. Isso significa uma coleção que evolui dos fraques femininos, chiques e dândis, sua maioria pretos, para conjuntos listrados em especial os azuis (se assemelham a imagem do "pijama", mas de forma muito mais elaborada), passando por vestidos e conjuntos com estamparias baseadas em imagens verdadeiras da flora amazônica, e finalmente chegando até a última série, composta de belíssimos vestidos de alfaiataria desconstruída. Os materiais, gabardines, tricolines, jerseys de algodão, acompanham sua pesquisa, uma parte ligada a forma das tranças das cestas indígenas - daí a inspiração para o desenho da desconstrução de algumas peças. Um bom começo de dia.Veja Galeria de Fotos

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