Espião é condenado por fazer grampos para estrelas do cinema

Pena é de quinze anos e multa de US$ 2 milhões; Michael Jackson e Elizabeth Taylor foram seus clientes

Associated Press e Agência Estado,

16 de dezembro de 2008 | 02h57

O detetive privado de Hollywood Anthony Pellicano foi sentenciado nesta terça-feira, 16, a 15 anos de prisão, por operar um plano de escuta telefônica que espionava ricos e famosos. O juiz distrital Dale Fischer também ordenou que Pellicano, de 64 anos, e outros dois acusados paguem um total de US$ 2 milhões em multas.   "Assumi a responsabilidade total e completa", disse Pellicano. Segundo o magistrado, o detetive obtinha as informações para usá-las em várias disputas, inclusive judiciais.   Os promotores acusam Pellicano de monitorar as ligações telefônicas de estrelas como Sylvester Stallone e subornar policiais para que buscassem informações sobre os comediantes Garry Shandling e Kevin Nealon, para usar os dados em ações judiciais e outros fins.   O detetive investigava desde casos de divórcio até conflitos entre produtores de cinema e diretores. Entre seus clientes também estavam o cantor Michael Jackson, as atrizes Demi Moore e Elizabeth Taylor e o comediante Chris Rock.   No total estão envolvidas no caso 14 pessoas. Sete delas, como o diretor John McTiernan e o ex-presidente da Hollywood Records Robert Pfeifer, se declararam culpadas por diversas acusações, entre elas perjúrio e associação para delinqüir.   As autoridades investigaram as atividades de Pellicano por três anos. Em fevereiro de 2006 se conheceu uma acusação formal, apenas dias depois de o detetive completar uma pena de dois anos e meio por posse de armas ilegais.   Matéria ampliada às 13h12

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