Espetáculo de dança retrata as mazelas sociais

Com base na violência das grandescidades, na intolerância diante das minorias e inspirado nasidéias do francês Michel Reiliac, que argumenta que os homenssão efêmeros e as cidades, não. Daí surge o espetáculo CidadesPerdidas, do brasileiro Katto Ribeiro, quarta e sexta-feira noSesc Santana e nos dias 3 e 4 na Galeria Olido.As Cidades Perdidas é composto por três coreografias queevocam uma atitude de paz diante da vida. A primeira parte contacom solo do brasileiro que vive na França há mais de 20 anos. Emseguida, quatro bailarinas brasileiras e uma francesa apresentamNa Pele do Outro, que discute o descaso, mais especificamentecom relação aos indigentes. Em Vertigem dos Anjos osintérpretes abordam a chacina de meninos de rua na Candelária,no Rio, em 2003. E, por fim, Verônica Nascida na Rua faz umacrítica à situação social atual."Este projeto nasceu há seis anos em Paris. A idéia deu certo ejá o apresentamos em outros países como Austrália e Japão. NoBrasil, dançamos no Rio e, agora, em São Paulo", diz ocoreógrafo. Além do debate, a proposta de Katto Ribeiro tambémestá em promover o intercâmbio entre intérpretes. "Eu trouxe umabailarina francesa e fiz duas audições aqui. Uma forma de trocarinformações e, depois de tantos anos, para mim, é importante ocontato com os artistas e com a produção brasileira."Na década de 80, Katto vendeu tudo o que tinha, comprou umapassagem de ida e desembarcou na França. Lá conseguiu bolsa deestudos e atuou no Jazz Ballet, entre outras companhias.Katto Ribeiro. Teatro do Sesc Santana. Avenida Luiz Dumont Vilares, 579, tel. 6971-8700. Hoje e amanhã, 21 horas. R$ 3

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