"Espelho Índio" revela alma brasileira

A origem da formação da alma brasileira está no encontro entre o índio nativo nestas terras e o europeu que veio colonizar o Brasil. Para estudar esse relacionamento Roberto Gambini leu e analisou os documentos da época, ou seja os três volumes das cartas que os padres Manuel da Nóbrega e seus companheiros de catequese escreveram no século 16.O resultado está no livro Espelho Índio - A formação da alma brasileira que será lançado nessa quinta, das 19h às 22h, no Museu da Casa Brasileira. Inicialmente, esse texto foi desenvolvido como tese de doutorado em Psicologia Analítica no Instituto C.G. Jung, de Zurique. A nova versão traz o volume em formato de livro de arte e recheado com cem ilustrações datadas do século 16 a 19 e colhidas no acervo de Guita e José Mindlin, um dos maiores bibliófilos brasileiros.Gambini é formado em Ciências Sociais pela USP e em Direito pela PUC-SP, com mestrado em Ciências Sociais pela Universidade de Chicago. Valendo-se de sua formação e da psicologia analítica desenvolvida por Jung na qual é também especialista, ele analisa a relação delicada e complexa entre os jesuítas e os habitantes ancestrais do Brasil.No final dos oito capítulos é que ele escreve sobre a formação da alma brasileira. Antes disso, apresenta o auto-retrato dos jesuítas e o retrato dos índios traçado pelos jesuítas, entre outros temas. E trata dos choques entre o cotidiano dos dois povos distintos. Como, por exemplo, o contraste entre as mulheres devotas, submissas e contidas que os conquistadores conheciam e aquelas que encontraram no Brasil, vistas por eles como amorais, sedutoras e acima de tudo disponíveis e nuas...Espelho Índio - A formação da alma brasileira, de Roberto Gambini. Lançamento quinta, das 19h às 22h, no Museu da Casa Brasileira (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.705)

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