Especialista faz panorama da obra coral de Brahms

P. HERREWEGHE

O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2012 | 03h09

BRAHMS: OBRA CORAL

Gravadora: PHI

Preço médio: US$ 9

BOM

Quando escreveu que a obra para coro e orquestra é a mais alta expressão da música, Robert Schumann pensava em três níveis paralelos. O gênero transformou-se na obsessão dos compositores da era pós-Beethoven que queriam ir adiante no caminho por ele apontado no movimento coral da Nona Sinfonia; era um modo de agregar novos públicos à música de concerto - os amadores burgueses, que enxergavam na música um sinal de status social, e queriam participar: o jeito era cantar nos corais; e enxergou em Brahms o herdeiro de Mendelssohn neste reino. Este realizou o desejo do padrinho: ganhou a vida por muito tempo como regente coral; e escreveu maravilhosamente para vozes. O regente belga Philipp Herreweghe faz uma panorâmica inovadora em sua produção coral-sinfônica, num dos mais inteligentes CDs de música coral deste ano. Lá estão as conhecidas Rapsódia para Contralto e Schicksalslied (Canto do Destino), mas o disco vale muito pelas outras três peças, raras e belíssimas: um canto fúnebre de juventude, dois motetos e a obra coral final Canto do Destino, de 1882. /J.M.C.

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