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Especialista acredita que Michael Jackson era dependente de analgésico

Defesa alega que Conrad Murray não sabia do uso frequente que o astro pop fazia da substância Demerol, o que teria prejudicado o tratamento

REUTERS

27 de outubro de 2011 | 19h17

LOS ANGELES (Reuters) - O médico Robert Waldman, especialista em dependência química, foi chamado pela defesa de Conrad Murray para depor nesta quinta-feira, e afirmou que Michael Jackson era, provavelmente, dependente do analgésico Demerol.

 

Os registros médicos do cantor expostos durante o julgamento indicam que ele tomava com frequência o analgésico. Em visitas ao consultório do dermatologista Arnold Klein, poucos meses antes de morrer, o astro pop consumia Demerol em uma quantidade considerada alarmante.

 

Waldman disse haver evidências de que Jackson era dependente da droga, cujos efeitos colaterais incluem ansiedade e insônia. De acordo com os registros médicos, Jackson tomou 900 miligramas de Demerol, em apenas três dias, em maio de 2009.

 

Os advogados de Murray afirmam que o médico nunca esteve ciente do uso frequente do analgésico por parte de Michael, o que teria prejudicado o tratamento.

 

Interrogado pela promotoria, o especialista afirmou que não poderia afirmar com certeza que Jackson era viciado na droga, e diferenciou os termos dependência e vício.

 

De acordo com Waldman, a dependência é caracterizada pela necessidade fisiológico do consumo de uma determinada droga, enquanto o vício acarreta consequências mais sérias como comportamento autodestrutivo e negação dos efeitos colaterais do uso desmedido.

 

A defesa de Murray continua afirmando que Jackson injetou, por conta própria, as doses extras de propofol que o levariam à morte.

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