Espanha: tema da Bienal do Livro do Rio

A Espanha será o país homenageado na 10.ª Bienal Internacional do Livro, que acontece no ano que vem no Rio de Janeiro, entre 17 e 27 de maio. Apesar de o país de Miguel de Cervantes e García Lorca ser o segundo investidor estrangeiro no Brasil (perde apenas para os Estados Unidos), o presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel), Paulo Rocco, disse que a economia não influiu na escolha. "A Espanha hoje é um mercado editorial importantíssimo por influir também na América Latina", comentou ele.A área que será ocupada pela próxima Bienal no Riocentro em Jacarepaguá, na zona oeste, vai crescer cerca de 20% por causa do interesse de novas editoras brasileiras. O diretor executivo da Faga, empresa que organiza o evento, Arthur Repsold, não acredita que as editoras tradicionais aumentem seu espaço e nem que a próxima Bienal tenha um público maior. "Já estamos no nosso limite de 550 mil pessoas durante toda a feira", disse ele. "O que vamos fazer é ampliar a programação paralela, trazer mais autores e melhorar os dois grandes sucessos de anos passados, que são o café literário (encontros de escritores com o público) e as visitações escolares." A próxima Bienal vai custar cerca de R$ 14 milhões, metade paga pela organização do evento e a outra metade será dividida entre as editoras participantes do evento. No ano passado, houve 454 expositores, número que deve crescer em 2001.Nenhuma editora espanhola confirmou sua participação, mas tanto Paulo Rocco quanto Repsold acreditam que, após o lançamento que ocorreu hoje, este interesse vai aparecer.No ano passado, quando Portugal foi o país homenageado, a Bienal trouxe uma comitiva de escritores portugueses, inclusive o Prêmio Nobel de Literatura José Saramago. No ano que vem, eles pretendem repetir o feito, trazendo também o maior escritor espanhol da atualidade, Camilo José Cela, outro ganhador latino do Nobel. Repsold disse que os convites já estão sendo feitos por meio de agentes literários e que a mudança da data do evento de abril para maio teve o objetivo de facilitar a presença desses escritores, já que nessa época não há nenhum outro grande evento literário acontecendo no mundo."Geralmente, quando convidamos um escritor famoso, fazemos uma programação de viagem pelo Brasil", contou Repsold. "No ano passado, o que atraiu Richard Bach foi o fato de haver no Espírito Santo um avião Spitfire, ainda voando, idêntico ao que ele descreve em seu livro Fernão Capelo Gaivota."

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