Espanha prepara homenagem à arte brasileira

A Espanha está interessada na arte contemporânea brasileira. Em fevereiro de 2008, a Arco, feira internacional de arte contemporânea que se realiza anualmente em Madri, considerada a maior do mundo no gênero, fará homenagem ao Brasil e a diretora do Museu Reina Sofía, Ana Martinez, está no Rio para selecionar o que pretende levar para lá. Ela chegou na segunda-feira, com a diretora da feira, Lourdes Fernández, e já visitou o Museu do Açude, a Chácara do Céu, o Centro Hélio Oiticita e alguns ateliês e galerias cariocas. Ontem elas iam ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, o Museu de Arte Moderna (MAM)e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio, e hoje tinham extensa agenda em São Paulo, que incluía a Bienal, a Pinacoteca, o Masp, o Mube, além de ateliês e galerias.´Estamos basicamente interessados em arte contemporânea, que é o foco da Arco e o convite da embaixada brasileira em Madri para visitar a Bienal e as instituições brasileiras veio a calhar´, disse Ana Martinez, ao Estado, num intervalo entre as visitas. ´Estamos aqui para investigar como se faz arte no Brasil, o que se está produzindo para avaliar o que poderemos levar para a Arco e, quem sabe, encomendar trabalhos especialmente para este evento. ´Ana Martinez diz que a arte brasileira é ´muito viva e interessante´, e cita nomes que conhece. ´Ernesto Neto, Cildo Meirelles, Jorge Damasceno, Fernando Casas e alguns dos anos 40 e 50. Mas não sou uma expert no assunto, quero conhecer melhor.´A primeira impressão, no Museu do Açude, foi ótima . A instituição forma, junto com a Chácara do Céu, os Museus Castro Maya, pois ambos ficam em casas do milionário e colecionador carioca Raymundo Ottoni Castro Maya, que deixou seu acervo para o Estado, com a condição de que fosse exposto ao público. ´O museu tem uma bela mistura do tradicional com o novo, guarda a história da cidade e do País, mas avança ao encomendar interferências de artistas contemporâneos na paisagem´, disse ela, referindo-se aos trabalhos de Hélio Oiticica e Lygia Pape espalhados pela floresta de Tijuca, que cerca o casarão. ´É um museu vivo, bem dentro da nossa idéia de como deve ser uma instituição como essa e como pretendemos que o Reina Sofía seja. O que tenho encontrado aqui no Brasil está bem acima de minhas expectativas, que já eram altas.´

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