Espaço para a arte no interior

Colecionador vai expor seu acervo ao público em instituto de Ribeirão Preto

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2011 | 00h00

Já faz tempo que o empresário e colecionador João Carlos de Figueiredo Ferraz quer levar a público seu acervo de arte contemporânea. E agora, em agosto, ele finalmente vai inaugurar, em Ribeirão Preto, o Instituto Figueiredo Ferraz, como conta Cecília Machado, que está trabalhando com o colecionador no processo de tornar pública a coleção, muito numerosa e centrada, principalmente, na produção de artistas brasileiros realizada entre os anos 1980 até os dias atuais.

Na última SP-Arte - Feira Internacional de Arte de São Paulo, que terminou no domingo no prédio da Bienal, a abertura do Instituto Figueiredo Ferraz era comentada por artistas e galeristas. No evento, ainda, algumas obras foram adquiridas para a coleção.

"Por meio de uma iniciativa privada, ele está abrindo um lugar ideal de artes plásticas com teatro e biblioteca", diz a artista Leda Catunda, que destaca de sua representação na coleção a obra Sete Véus, 1996. "O fato de ser em Ribeirão Preto é importante para os artistas da região", afirma Leda.

Em 2006, o colecionador e empresário do setor sucroalcooleiro havia anunciado que faria uma parceria com a Pinacoteca do Estado para doar ao museu, em regime de comodato, sua coleção particular. Mas a ideia era de que a Pinacoteca administrasse um espaço em Ribeirão Preto. O projeto não foi adiante. Houve ainda tentativas de se criar um espaço para sua coleção em Piracicaba.

Ferraz começou a colecionar no fim da década de 1970. Em 2001, foi exibida a mostra O Espírito de Nossa Época - Coleção Dulce e João Carlos de Figueiredo Ferraz nos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio, apresentando destaques do acervo. Entre outros artistas representados, estão Adriana Varejão, Cildo Meireles, Ernesto Neto, Sued, José Resende e Rosângela Rennó.

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