Escritores do Brasil na grande feira de Buenos Aires

A cidade de Buenos Aires será o centro das atenções dos amantes da leitura a partir desta segunda-feira, quando será inaugurada a 32.ª Feira internacional do Livro, tendo como lema em 2006 "os livros fazem história". Com a previsão de atrair mais de um milhão de visitantes em sua gigantesca superfície de 36.510 m2 , a feira terá a participação 1,4 mil expositores de 35 países, com destaque para o Brasil, que ocupa cada vez mais espaço no evento. No stand de 62 m2, os brasileiros passaram de 1,9 mil títulos divulgados, na edição de 2005, para 3,5 mil títulos, de 26 editoras, neste ano. No evento, que será realizado de hoje a 8 de maio, uma das presenças destacadas do Brasil é da escritora Ana Maria Machado, que no dia 21de abril visitará uma escola em Buenos Aires, onde vai conversar com os alunos argentinos que aprendem português. Dentre os escritores brasileiros presentes estarão também o paranaense Miguel Sanches Neto, com sua obra Um Amor Anarquista, no qual relata a história de um grupo de imigrantes que funda a colônia socialista Cecília, no interior do Paraná; e Milton Hatoum, de Manaus, com o livro Relato de um Certo Oriente, que gira em torno da história de uma família de origem libanesa, na primeira metade do século 20. O escritor João Gilberto Noll, de Porto Alegre, um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea, é outro que vai participar do evento. Ele publicará seus livros pela primeira vez na Argentina. De acordo com a Fundação Centro de Estudos Brasileiros, os livros brasileiros preferidos dos argentinos são aqueles específicos para o estudo da língua portuguesa e os que tratam de assuntos como os afro-brasileiros e a região amazônica. Coordenada pela Embaixada do Brasil em Buenos Aires, CBL, Sindicato Nacional de Editores de Livros, Liga Brasileira de Editores e Fundação Biblioteca Nacional, a participação brasileira na 32.ª edição da Feira de Buenos Aires contará ainda com a presença de vários poetas. A programação prevê eventos com leituras bilíngües dos autores e debates sobre o que ocorre no momento com a poesia no Brasil.

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