Alex Cruz/EFE
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Escritor e poeta argentino Juan Gelman morre na Cidade do México

O autor foi um incansável lutador contra a impunidade no período da ditadura militar na Argentina

Miguel Angel Gutiérrez, Reuters

15 de janeiro de 2014 | 08h22

O escritor e poeta argentino Juan Gelman, vencedor de vários prêmios literários de grande reconhecimento e que viveu 14 anos exilado por causa da ditadura militar em seu país, morreu na terça-feira na Cidade do México, aos 83 anos, informou o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes do México.

O autor, que nasceu em Buenos Aires e morava na capital mexicana há mais de duas décadas, morreu logo após ter sido hospitalizado. A mídia local noticiou uma síndrome mielodisplásica, uma disfunção da medula óssea, como a causa da morte.

Gelman teve sua obra reconhecida pelo prêmio Rainha Sofía de Poesia Iberoamericana e pelo Prêmio Cervantes, entre outras premiações. Em 1948, ele entrou na universidade de química, que abandonou para se dedicar à poesia e ao jornalismo em tempo integral.

"Juan Gelman, poeta de alma mexicana, poeta maior, morreu. Meus pêsames ao seus parentes", escreveu o presidente do conselho para cultura e artes do México, Rafael Tovar y de Teresa, em sua conta no Twitter.

Filho de imigrantes judeus ucranianos, Gelman foi um incansável lutador contra a impunidade no período da ditadura militar na Argentina, durante a qual um de seus filho foi sequestrado e assassinado.

Após uma busca desesperada, o autor - que viveu no exílio entre 1975 e 1988 em cidades como Roma, Madri, Manágua, Paris, Nova York e Cidade do México-- encontrou sua neta desaparecido no Uruguai.

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