Escritor e jornalista Fausto Wolff morre aos 68 anos no Rio

Crítico mordaz da política e militante da esquerda era atualmente colunista do Jornal do Brasil

Talita Figueiredo,

05 de setembro de 2008 | 23h15

O jornalista e escritor Fausto Wolff, de 68 anos, morreu às 20h05 desta sexta-feira de disfunção múltipla dos órgãos no Hospital São Lucas, em Copacabana. Ele estava internado na unidade desde domingo em razão de complicações de uma tromboembolia pulmonar. Na Quinta-feira, Wolff teve uma hemorragia digestiva que levou à insuficiência respiratória. Fausto Wolff era o pseudônimo do gaúcho de Santo Angelo Faustin von Wolffenbüttel. Aos 14 anos, começou a trabalhar como repórter policial, ainda no Rio Grande do Sul. Aos 18 anos, mudou-se para o Rio, trabalhou em diversas redações de jornais como "A Tribuna da Imprensa" e "O Globo", além de ter sido um dos editores do satírico "O Pasquim". Um crítico mordaz da política e militante da esquerda era atualmente colunista do Jornal do Brasil. Fausto viveu dez anos na Europa, onde ensinou literatura nas Universidades de Nápoles (Itália) e Copenhague (Dinamarca). Escreveu dezenas de peças teatrais e mais de 20 livros, entre contos, poesias, ensaios e literatura infantil. Seu livro "A mão esquerda" recebeu o prêmio Jabuti em 1997. Casado com a psicanalista e escritora Mônica Tolipan, Wolff tem duas filhas e dois netos. A família ainda não decidiu onde será o sepultamento.

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