Escritor defende novos autores e rejeita o cânone

Como leitor, Michael Cunningham não é um passadista. Admira, sim, Virginia Woolf, Jane Austen, Chekhov, Flaubert, Joyce, Thomas Mann e F. Scott Fitzgerald, mas diz que a literatura contemporânea vai muito bem com autores como Denis Johnson, Jonathan Lethem, Jeffrey Eugenides, Alice Munro e Margaret Atwood, citando ainda o falecido Saramago, Murakami e Achebe. Entre os jovens escritores, Cunningham destaca três pouco conhecidos do leitor brasileiro: a iugoslava Téa Obreht e as americanas Sarah Shun-Lien Bynum e Karen Russell. "Seria tolo ignorar os grandes escritores que vieram antes de nós, mas seria igualmente estúpido curvar-se ao cânone. Literatura é uma forma viva de arte. Temos de estar sintonizados com o que os nossos contemporâneos estão produzindo. Eles representam o futuro", conclui Cunningham.

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

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