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Escolinha do Silvio

Versão nacional da mexicana Carrossel estreia amanhã no SBT

CRISTINA PADIGLIONE, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2012 | 03h08

O SBT demorou 20 anos para perceber que Carrossel, novela mexicana que comeu uma fatia da audiência da Globo na época, valia a produção de uma versão nacional. Amanhã estreia a Carrossel brasileira, feita nos estúdios de Silvio Santos, em 260 capítulos, com texto final de sua mulher, Iris Abravanel.

É programa para crianças. Mas, como em 1992, Iris espera que os adultos sejam seduzidos pelo zapping dos pequenos. "É uma novela para a família", aposta a autora. A questão é saber se o atual público infantil, cuja atenção já está fragmentada entre várias plataformas de mídia, será atraído pela caricatura de rotina escolar que conquistou a plateia em 1992. Os uniformes do figurino seguem traços conservadores - quem hoje usa gravata e saias na altura do joelho?

Mas alguns conflitos, como o racismo expresso pela paixão do negro Cirillo (Jean Paulo Santos) pela branca Maria Joaquina (Larissa Manoela), que o rejeita, infelizmente não envelheceram e têm potencial para provocar a audiência. Os constrangimentos que sempre existiram entre os muros da escola, coisa a que hoje chamam de Bullying, lá estarão. "Bullying sempre vai existir. Em algumas situações, prepara a criança para aprender a se defender no futuro", acredita Íris.

Se a caricatura emoldura a cena, no entanto, tudo bem: faz parte do show, como admitem Íris e o diretor-geral Reynaldo Boury. A frequência de cenas de pastelão só endossa tal intenção.

Boury conta que escalou um único diretor para as cenas que reúnem todas as crianças. "Aqui, com eles todos juntos, isso é uma sala de espera de hospício", brinca o diretor, diante do consentimento do elenco infantil. Segundo ele, o SBT colocou à disposição das crianças um fonoaudiólogo, uma psicóloga e uma pedagoga. Todos gravam apenas à tarde e são diariamente esperados por um carro da emissora na porta de suas escolas, com promessa de almoço balanceado na sede da emissora.

A professorinha Helena da vez, Rosane Mulholland, conta que assistia ao Carrossel original quando criança, aquele que deu fama local à atriz mexicana Gabriela Rivero, intérprete da personagem. Até rampa do Palácio do Planalto ela desceu, com o então presidente Fernando Collor.

Agora, além da professora Helena, os olhares se voltam para Maísa Silva, a precoce Maisinha, prata da casa e intérprete da inquieta Valéria, que a fez perder os cachinhos.

E como todo elenco novato carece da presença de atores capazes de levantar a bola e deixar a jogada pronta para cortar, Carrossel traz à cena pelo menos dois grandes atores de teatro: Ilana Kaplan e Henrique Stroeter - ela como Matilde, professora de música da escola, e ele como pai do bruto (porém fofo) Jaime Palilo (Nicholas Torres). Ambos garantem à produção boa parte da dose humorística que Íris persegue entre os propósitos do roteiro. Da trilha do riso também faz parte a diretora da escola, Olívia, papel de Noemi Gerbelli.

A trilha sonora promove a volta de Patrícia Marx e traz Priscila (apresentadora do Bom Dia & Cia., do SBT) numa interpretação de Ciranda da Bailarina, de Chico Buarque, que também mostra a voz ali com O Caderno, de Toquinho. As canções vão da banda Pequeno Cidadão a Simony - sim, a do Balão Mágico, que é mãe de Aysha Benelli, intérprete de aluna Laura Gianolli.

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