Fábio Motta/AE
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Erudito popular

O que alguém como Yamandu Costa pode aprender com as orquestras. E vice-versa

Julio Maria, Rio, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2013 | 02h09

Camisa de seda larga, calça jeans, cabelos soltos e um violão que carrega como quem chega à roda de choro de um botequim classudo na Lapa carioca - Yamandu Costa entra assim no palco de 103 anos do suntuoso Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Quem o aguarda é uma plateia não menos formal, segurando a respiração para evitar ruídos. Assim que o maestro Roberto Minczuk interrompe sua Orquestra Sinfônica Brasileira para chamar Yamandu ao palco, um fenômeno dá sinais de que pode acontecer.

De um mundo de improvisos e poucas regras, Yamandu fica à frente de cerca de 80 músicos da OSB para apresentar o Concerto Nazareth para Violão e Orquestra, composto por Paulo Aragão. "Sou um cara da música popular, tenho problemas de acabamento", diz o violonista, mesmo depois de uma série de aplausos que o fizeram voltar ao palco duas vezes. Na noite de ontem, a previsão era de que repetiria o feito com a mesma OSB, agora na Sala São Paulo.

Concertos de Yamandu Costa à frente de grandes orquestras têm sido cada vez mais frequentes. Ao mesmo tempo em que levam o artista a um universo em que nunca pensou habitar, colocam em cena uma convivência nem sempre harmoniosa entre o formalismo e o improviso.

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