Equilíbrio delicado

Virada Cultural, marcada pela diversidade artística, leva 4 milhões às ruas do Centro de São Paulo, mas falta de policiamento facilita ação de vândalos - uma pessoa morreu

, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2010 | 00h00

O mundo é uma bola. Performance do grupo Acrobático Fratelli entre o Shopping Light e a Prefeitura, sobre o Vale do Anhangabaú

 

 

Uma Virada eufórica. cerca de 4 milhões de pessoas dançaram e se divertiram ao som do brega-cigano de Sidney Magal, o jazz-funk-rock experimental da banda GrandMothers Re-Invented, o blues de Booker T., a farra do Acrobático Fratelli e o reggae de Pablo Moses e Cidade Negra.

  

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Uma Virada triste. um rapaz de 17 anos, Alexandre Alves Santos, foi esfaqueado na Avenida São João após briga com outros feridos - foi a primeira morte na breve história do megaevento. Socorrido, o jovem foi levado ainda vivo para a Santa Casa. Morreu às 3h15. Até ontem, a polícia não tinha pista do assassino.

A Virada terminou ontem por volta das 20 horas com os shows dos cantores Geraldo Azevedo, Xangai, Elomar e Vital Farias na Praça Júlio Prestes. O evento parece ter aprendido lições de anos anteriores: melhorou a questão dos banheiros, deu chance para artistas menos midiáticos (especialmente boa a ideia do Palco de Um Homem Só), mas falhou na manutenção das lixeiras e recolhimento do lixo.

 

O policiamento foi deficiente na madrugada, o que facilitou a ação de batedores de carteiras e vândalos. A inclusão de outras manifestações, como a reunião de competidores de cosplay, batalhas de sabres de luz e outros "nerds" na Praça Roosevelt e os tatuadores na Galeria Prestes Maia provocou rebuliço - havia, na Galeria, fila de pessoas esperando para serem perfuradas por ganchos de 4 cm e penduradas no alto.

 

Pianinho. Cool e generoso, o lendário bluesman americano Booker T. fez o público ouvir em silêncio seu famoso órgão Hammond, no Bulevar São João.

 

Só na sombrinha. Balé Popular do Recife encantou na Praça da Luz com seus maracatus, frevos e folguedos típicos da diversificada cultura pernambucana.

Abba b? A banda cover foi vendida como autêntica, mas fãs não gostaram da enganação: no final, com o agente preso, tocaram para não piorar situação.

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