Episódio com Juliana Paes abre série 'As Brasileiras'

Pisar na Globo e ter a chance de protagonizar uma novela no horário nobre do canal já é razão de envaidecimento para alguns. Desfilar, então, numa passarela, com vestidos avassaladores, cabelos ao vento e embalada por versos como: ''linda, doce, fera/seu corpo provoca engarrafamento/mudança de vento/faz fila de espera'', de Pedro Luis e A Parede, é para poucas. Em 2010, Fernanda Torres, Angélica, Sonia Braga e outras sete mulheres desfrutaram desse privilégio. E fizeram atrizes como Juliana Paes, Giovanna Antonelli e Alice Braga assistirem ao formato e lamentarem estar com suas agendas tomadas.

AE, Agência Estado

02 de fevereiro de 2012 | 10h48

Daniel Filho, diretor da série "As Cariocas", resolveu então avançar nos escritos da canção Bela Fera, de Pedro Luis e A Parede, e ao chegar na estrofe "A bela é carioca, mas é da cor do Brasil" teve o insight. "Patrocínio de cinema tá difícil. Então, por que não uma série As Brasileiras?", refletiu. Obstinado, o diretor levou a hipótese à cúpula da Globo e escutou: "Não vai haver outras mulheres." Daniel Filho, que já tinha na manga todas as outras possíveis protagonistas, retrucou: "No Brasil, uma coisa boa que temos são as atrizes. Me desculpem todos, mas as mulheres são muito melhores que os homens."

O argumento foi tão consistente que hoje, às 23h10, outras 22 mulheres aterrissam na Globo. Na mesma linha da atração anterior: a cada episódio, um novo mulherão é protagonista.

Juliana Paes é quem abre a safra, como A Justiceira de Olinda. "Uma mulher que não leva desaforo para casa", como a atriz descreve sua Janaína. Abusar dos decotes sensuais e arrancar o chiado "carioquês" estavam entre as tarefas da atriz. No entanto, o que deixou Juliana estarrecida foi o roteiro de seu capítulo, e a escolha de Daniel Filho por ela. "Acho que fui a única com coragem para encarar um episódio com uma castração."

No episódio de Juliana Paes, Janaína é uma mulher apaixonada pelo marido, Anderson (Marcos Palmeira), mas seu mundo cor-de-rosa desmorona quando ele dá indícios de que a está traindo. Com narração cômica do próprio Daniel Filho ao fundo, Janaína vai até a casa da amiga Valquíria (Leona Cavalli), gruda a orelha na porta e escuta um diálogo suspeito entre os dois. Pronto. Ela não tem mais dúvidas. Janaína vai para casa e começa a picar uns legumes enquanto espera o maridão chegar. "Vai tomar um banho, tá fedidinho", diz ela. Anderson obedece. E então, eis que Janaína se torna personagem de Hitchcock; a trilha de "Psicose" (1960) vem à tona e, com um facão em mãos, ela o aborda no chuveiro para um ataque cirúrgico.

Trágico, porém cômico. É esse mesmo tom que Daniel Filho tenta espalhar pelos episódios seguintes, com atrizes e aspirantes a intérpretes. Afinal, entre estrelas como Fernanda Montenegro (Maria do Brasil) e Patrícia Pillar (A Viúva do Maranhão) estão as cantoras Sandy (A Reacionária do Pantanal), Ivete Sangalo (A Desastrada de Salvador) e a apresentadora Xuxa (A Fofoqueira de Porto Alegre). "A Xuxa diz que não é boa atriz, mas eu a acho uma ótima comediante. Vocês vão gostar"", diz o diretor. Maria Flor, que vive Shirley (A De Menor do Amazonas), reforça o discurso. No elenco masculino da série estão Rodrigo Santoro, Rodrigo Lombardi, Marcos Palmeira, Edson Celulari e Fábio Assunção. As informações são do Jornal da Tarde.

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