Épico do exílio

Embora tenha sido uma batalha épica que atravessou toda a década de 1950, a luta dos irmãos Villas-Boas para criar o Parque Nacional do Xingu é desconhecida pelos próprios brasileiros. Digamos que muita gente conhece dois dos irmãos, Orlando e Cláudio, e também sabe que o parque foi, e ainda é, decisivo na preservação de índios e espécies selvagens, mas quantos conhecem o terceiro dos Villas-Boas, Leonardo?

O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2012 | 03h08

Essa história é agora recuperada pelo diretor Cao Hamburger, de Castelo Rá-Tim-Bum e O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, seus trabalhos anteriores para cinema, aos quais deve-se somar a série Os Filhos do Carnaval, feita para TV. Cao pertence a uma categoria rara de diretores (autores) do Brasil. Trafega entre os filmes de arte (e os prêmios em festivais) e os sucessos de público, o que bem poucos cineastas do País conseguem.

A vocação de Xingu é repetir essa espécie de harmonização. O filme tem imagens deslumbrantes, um elenco forte (João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat) e cenas que praticamente documentam ritos e costumes dos silvícolas brasileiros. Mas também é um drama familiar, a história de uma família destroçada e mais uma narrativa de exílio interno (como O Ano). É o tema que mais atrai Cao. É a sua marca em Xingu, o filme. / LUIZ CARLOS MERTEN

XINGU

Diretor: Cao Hamburger (Brasil/ 2011). Elenco: João Miguel, Felipe Camargo, Caio Blat. Estreia prevista para sexta.

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