ENTREVISTA-Craig diz que Bond não é um 'fardo' no momento

Daniel Craig está de volta como James Bond em "Quantum of Solace", 22o. filme da série do agente 007, com lançamento previsto para novembro. A Columbia Pictures convidou nesta semana a imprensa internacional ao estúdio Pinewood, nos arredores de Londres, para divulgar o título do filme e alguns detalhes da trama. Craig, de 39 anos, foi considerado responsável por ressuscitar a série, e "Casino Royale", sua estréia no papel, em 2006, arrecadou impressionantes 594 milhões de dólares nas bilheterias de todo o mundo, segundo o site www.boxofficemojo.com. Pergunta -- Você estava preocupado com as críticas que recebeu quando foi escolhido pela primeira vez para ser o novo Bond? Resposta -- Dei um ponto final nisso seis semanas depois de iniciadas as filmagens do último filme. Eu precisava fazer isso, do contrário não conseguiria continuar. Eu teria levado isso para o lado pessoal e desistido. A crítica veio, entendo por que a crítica estava lá, e tinha de seguir adiante com ela. A partir daí, fiquei em paz com isso. P -- Como difere o Bond de "Quantum of Solace" do de "Casino Royale?" R -- Para mim, ele está mais no controle, mas não necessariamente todos pensam que ele está no controle. P -- E o título ("parcela de consolo," em tradução livre)? Não é exatamente fluente? R -- Poderíamos ter buscado um título mais incisivo, mas isso meio que sugere que estamos inseguros sobre o que estamos tentando dizer. A frase é de Ian Flemming. Vem da idéia de que, numa relação, se você não tem uma parcela de consolo nessa relação, então desista. Quando Bond é deixado no final do último filme, seu coração foi machucado e ele não tem essa parcela de consolo, não tem aquela... conclusão do que aconteceu na sua vida e que ele precisa encontrar. O que é ótimo nisso é que se aplica também a algo muito importante na trama. P -- Você teme que "Quantum of Solace" possa não corresponder às expectativas depois do sucesso de "Casino Royale?" R -- Não estou preocupado porque já é tarde para ficar preocupado, porque já aconteceu. Temos um diretor diferente, temos um elenco diferente, temos uma equipe diferente, temos uma atitude diferente neste filme, e este filme tem de ficar de pé por si só, da mesma forma que o anterior ficava. Eu não entraria nele se não achasse que poderíamos fazer deste um filme separado do anterior, embora o siga cronologicamente. P -- Como o papel de Bond afeta a sua carreira? R -- Como isso me afeta no futuro? No momento, não é um fardo tão ruim de carregar.

MIKE COLLETT-WHITE E MICHAEL DAVIDSON, REUTERS

25 Janeiro 2008 | 17h44

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