Entrevista com Jards Macalé

No novo CD, Jards, você recuperou canções raras e reinterpreta clássicos que se revigoraram com os novos arranjos, mas há gente reclamando que nos últimos anos você vem se repetindo muito. Como fica essa história?

LAURO LISBOA GARCIA, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h09

Esse CD foi gravado como complemento de um DVD e fizemos um apanhado das canções que mais representam meu trabalho, com muita coisa dos anos 1970. Então, pensei em fazê-las com o significado de hoje, chamando outras pessoas mais jovens - Frejat, Thaís Gulin, Ava - e meus velhos amigos Elton Medeiros e Luiz Melodia, cantando uma música que fiz para ele, Negra Melodia. Agora, estou grilado com essa história de as pessoas dizerem que estou me repetindo. É muito chata essa obsessão pelo novo. O novo sou eu. As novas gerações não conhecem aquelas músicas do compacto de 1970, Só Morto. Só de sacanagem meu próximo trabalho vai ser de canções inéditas. Pronto (risos).

No eBay aquele compacto está custando US$ 549, sabia?

Sério? Estou valendo tudo isso?

Como é esse DVD?

Foi um convite do Canal Brasil. Todo mundo faz DVD de show, então combinamos com o cineasta Érik Rocha, meu amigo pessoal e filho do Glauber, de fazer algo diferente. Resolvemos fazer um registro da criação, da produção de um CD. Fui descobrindo possibilidades de fazer coisas que na época que lancei aquelas canções não foram feitas.

Sua música sempre foi referência de modernidade e ousadia. E por falar nisso, no dia 26 (sábado) você vai se juntar a outro eterno provocador, Zé Celso Martinez Corrêa. Como vai ser essa Sinfonia de Jards no Teatro Oficina?

Particularmente não sei, me mandaram o roteiro, me filmaram no início do ano e estão montando esse espetáculo com interação de linguagens, vou atuar junto com todos eles.

Em Belo Horizonte este ano você tocou com a banda Graveola e o Lixo Polifônico, que tem muito a ver com sua música. Foi impressionante ver como, não só eles, mas o público conhece e vibra com seu trabalho. Como você se relaciona com esses jovens que o têm como referência?

A relação é muito boa. Nestes últimos tempos sou muito convidado pela rapaziada, bandas como Graveola, Brasov, Mombojó. Eles levam essa ideia para o público, isso para mim é ótimo.

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