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Entidades da arquitetura lamentam morte de Paulo Mendes da Rocha

Conselho de Arquitetura e Urbanismo e Instituto de Arquitetos divulgaram nota de pesar após perda de arquiteto reconhecido mundialmente

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2021 | 18h50

Paulo Mendes da Rocha, considerado um dos maiores arquitetos da história do Brasil, morreu neste domingo, 23. Diversas instituições e autoridades lamentaram a perda, considerada a maior para a arquitetura brasileira desde a morte de Oscar Niemeyer (1907-2012).

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR) emitiu nota de pesar se referindo a Paulo Mendes da Rocha como "ousado iconoclasta", destacando diversas honrarias recebidas por ele, como o prêmio Pritzker, em 2006, o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, em 2016, o prêmio Mies van der Rohe de arquitetura latino-americana, em 2000, a Medalha de Ouro Real do Royal Institute of British Architects, em 2017, o Imperiale Praemium do Japão, em 2016. 

O CAU ainda destacou o anúncio de Mendes como ganhador da Medalha de Ouro UIA 2021, que seria entregue no 27º Congresso Mundial de Arquitetos, o UIA 2021 Rio, que ainda será realizado, escolhido pelo júri. "O trabalho único de Mendes da Rocha como o de um ousado iconoclasta, cujo trabalho levou a arquitetura a novos patamares de virtuosismo técnico".

A presidente do CAU, Nadia Somekh, também lamentou a morte de Mendes em nota. "Um dos mais destacados e premiados nomes internacionais da profissão nas últimas décadas. Deixa um legado de obras-primas resultado de uma prática profissional marcada pela ousadia e apuro tecnológico", escreveu. 

Nadia Somekh ainda relembrou a genenosidade do arquiteto com quem o cercava, de estudantes a pares. "Paulo Mendes da Rocha foi um educador generoso, não apenas como professor, mas também na convivência diária com os colegas com quem trabalhou em projetos e em obras".

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) afirmou que o arquiteto "contribuiu profundamente para a formação da cultura arquitetônica e urbanística brasileira e mundial" e relembrou as duas gestões de Mendes como presidente do departamento paulista da entidade, a primeira entre 1972 e 1973, a segunda entre 1986 e 1987.

Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, lamentou a perda: "Tempos difíceis precisam de humanistas que revelam a beleza da coexistência. Paulo Mendes da Rocha era assim". Nas redes sociais, o perfil do Governo de São Paulo publicou imagens de projetos do arquiteto no Estado, como a reforma da estação da Luz e a Capela de São Pedro Apóstolo, em Campos do Jordão.

Já o perfil oficial da Pinacoteca do Estado de São Paulo publicou um posicionamento no Instagram, destacando que o profissional foi "responsável pela grande reforma e readequação do edifício". "Em nome de todos os funcionários da Pinacoteca de São Paulo, nos solidarizamos com a família por esta enorme perda. Paulo Mendes da Rocha fará falta para a cultura e para a arte do Brasil", conclui o texto.

A Fundação Roberto Marinho, em nota, destacou o trabalho do arquiteto como "responsável, juntamente com seu filho, Pedro Mendes da Rocha, pelo projeto arquitetônico do Museu da Língua Portuguesa. A reabertura do museu, no segundo semestre, será uma homenagem a ele, como parte do seu grande legado ao país".

Pedro, que segue os passos profissionais de Mendes, usou o Facebook para homenagear o pai: "Depois de tanto projetar edifícios em concreto e aço, meu pai foi projetar galáxias com as estrelas".

 

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