Enquanto isso, no pavilhão do Ibirapuera...

A 29.ª Bienal de São Paulo, cujo título é Há Sempre Um Copo de Mar para O Homem Navegar vai ser inaugurada para o público neste sábado, às 10 h. A estimativa é a de que esta edição, até 12 de dezembro e com entrada gratuita, receba 1 milhão de visitantes.

, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 00h00

Além das obras de 159 artistas, nacionais e estrangeiros, que ocupam os três andares do pavilhão da instituição no Ibirapuera - apenas a escocesa Susan Philipsz e o cubano Wilfredo Prieto têm suas criações no lado externo do prédio -, os visitantes terão a oportunidade de participar de atividades programadas para ocorrer até dezembro, principalmente, nos espaços intitulados "terreiros".

Até o momento, a única mudança dentro da mostra está relacionada à obra do argentino Roberto Jacoby, a instalação A Alma Nunca Pensa Sem Imagem, abrigada no terceiro andar e na qual o artista colocou grandes fotografias dos candidatos à presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rouseff (PT) e ainda criou um espaço com um palanque, cartazes e outros elementos em que seria feita uma campanha pela petista. Segundo a assessoria da Bienal de São Paulo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez uma recomendação oficial à instituição para que o trabalho fosse retirado por este ser período eleitoral. A Bienal acatou e a instalação de Jacoby ficará coberta no pavilhão.

Programação. Para marcar a abertura da 29.ª edição, será reencenada no sábado, às 11 h, na marquise do Ibirapuera, a obra Divisor, de Lygia Pape - cerca de 200 pessoas formarão um corpo coletivo em um gigantesco tecido branco (registros da ação são exibidos na mostra). No mesmo dia, ainda, o pernambucano Paulo Bruscky e a inglesa Sue Tompkins também fazem performances - e está programada palestra com o artista conceitual americano Joseph Kosuth, às 16 h. A programação das atividades fica disponível em www.29bienal.org.br.

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