Encontro discute influência da guerra em Hemingway

Acadêmicos e especialistas de Cuba, Estados Unidos e outros países buscarão se aprofundar sobre a influência da guerra na literatura e no jornalismo desenvolvidos pelo escritor americano Ernest Hemingway, durante o 21.º Colóquio sobre o autor, que será celebrado no fim do mês, em Havana. Membros do comitê organizador informaram nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, que o encontro será celebrado entre 23 e 26 de maio, coincidindo com o 75º aniversário da publicação do romance Adeus às Armas e com o 60º aniversário da derrubada do fascismo. Espera-se a participação de 20 especialistas estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos, mas também de França, Reino Unido e Itália. Gladys Rodríguez, especialista do Conselho Nacional do Patrimônio Cultural e ex-diretora do museu Finca Vigía, residência de Hemingway em Havana, disse que a participação americana é menor nesta edição devido às restrições para que os cidadãos daquele país visitem Cuba. Também serão debatidos os trabalhos de preservação e restauração dos documentos e objetos do escritor (1899-1961), estabelecidos em 2002 por instituições acadêmicas americanas e a casa-museu de Havana. Entre os palestrantes estão Phillip Melling, decano de Estudos Americanos da Universidade de Swansea, Reino Unido; Ronald Smith, da Universidade do Alabama (EUA); Susan Wrynn, conservadora da Biblioteca e do Museu Presidencial John F. Kennedy, e o jornalista francês Michel Porcheron. Ao avaliar o resultado dos 10 colóquios anteriores, Gladys afirmou que "houve avanços do ponto de vista científico sobre a obra de Hemingway", Prêmio Nobel de Literatura em 1954. Além da Finca Vigía, os participantes do evento visitarão os restaurantes El Floridita e La Bodeguita del Medio, que Hemingway freqüentava nos mais de 20 anos que viveu na ilha comunista e onde bebia seus drinks favoritos: o "mojito" e o "daiquiri".

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