Encontro discute design sócio-ecológico

O primeiro Encontro de Artesanato, Design e Mercado Solidário, que terminou ontem à noite com uma mesa-redonda, apresentou e discutiu a viabilidade do Projeto Design Solidário, que pretende dar noções de design a artesãos que vivem em regiões desfavorecidas. Garantindo não interferir nos trabalhos de caráter regional, os representante de várias entidades, como a A CASA e a Academia de Design da Eindhoven, acreditam que o programa vai melhorar a qualidade de vida dessa população, ao mostrar as possibilidades da matéria-prima que ele já conhecem e trabalham, como o couro, o látex e a palha."A injeção de idéias diferentes deverá trazer um benefício, porque senão estes artesãos vão ficar fazendo gibão a vida inteira", comenta o designer Luciano Deviá, que comadará o projeto Látex.O grupo ainda ignora como será aceitação do projeto junto às comunidades. Mas, acredita Deviá, "não existe a hipótese de eles rejeitarem". Isto porque o projeto prevê a comercialização dos trabalhos, o que deverá reverter lucros a cada artesão.O evento, que faz parte das comemorações do terceiro aniversário da A Casa, promoveu também palestras e workshop para discutir a criação de um selo sócio-ambiental, que irá determinar um padrão de qualidade e registrar no mercado os trabalhos produzidos pelo projeto.Além de Deviá, a mesa-redonda contou com a participação do presidente da Fundação Quinteto Violado, Marcelo de Vasconcelos Cavalcanti Mello; coordenadora local da Frente Cultural de Serrita PE, Helena Câncio; diretora e consultora de documentação de A CASA, Silvia Maria Espírito Santo e Renata Mellão, profissionais da associação Comunitária Monte Azul e o professor visitante da Design Academy Eindhoven, Paul Meurs.

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