Empregada de Lennon revela cotidiano do músico

O músico John Lennon era "muito bom pai, marido e amigo das pessoas", e uma pessoa "confiante, boa e carinhosa" que adorava beber chá. É o que conta o livro Na casa de John Lennon, da espanhola Rosaura López Lorenzo, que trabalhou durante quatro anos como empregada doméstica dele no edifício Dakota, de Nova York. Lennon foi assassinado na frente deste edifício no dia 8 de dezembro de 1980 por Mark Davis Chapman. Rosaura López, de 73 anos, apresentou seu livro à imprensa nesta sexta-feira. Na obra, ela expôs suas lembranças dos anos em que trabalhou na casa de Lennon e de Yoko Ono, entre 1976 e 1980, quando a banda já tinha acabado. Rosaura López disse que John Lennon sempre a tratou em casa como "uma pessoa a mais". Na casa de John Lennon revela a vida cotidiana do músico, que para Rosaura só teve palavras de elogio. A autora falou de algumas destas lembranças, entre elas a de que ensinou o músico a fazer pão. "Nesta época, eu estava um pouco gorda e John me dizia: ´Rosa, você tem em teu corpo o suficiente para ficar um mês sem comer´". Rosaura explicou que, embora tenha redigido diversas notas com suas lembranças, nunca pensou que elas pudessem se transformar num livro, até que um dia encontrou o jornalista espanhol Eduardo Herrero, correspondente da Televisão da Galícia em Nova York, que insistiu que ela escrevesse o livro. Herrero, encarregado de dar forma aos manuscritos que durante anos a empregada doméstica galega redigiu, esteve presente na apresentação do livro e afirmou que o valor do texto, que contém um apêndice com fotografias inéditas, é "revelar o Lennon de andar em casa, um Lennon único e simples". Rosaura López lembra com especial carinho um dos filhos dos Lennon, Sean, com quem manteve uma profunda relação. Mas também com Yoko Ono, que a tratava "muito bem". A espanhola explicou que atualmente Yoko e ela mantêm uma boa relação, porque Rosaura ainda trabalha no Dakota para outra família, e se falam quando se encontram no elevador. "Quando decidi escrever o livro entrei em contato com ela para contar isso, e ela não só confiou em mim, como me incentivou a realizar o projeto", contou a autora.

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