Denise Andrade/Divulgação
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Em SP, 'Paralela' traz panorama da arte contemporânea

Aos que se aventuram na capital paulista durante o feriado em busca de opções culturais, a mostra de arte "Paralela", que tradicionalmente coincide com a Bienal de Artes de São Paulo - daí o nome - oferece uma bela espiada no panorama da arte contemporânea nacional. São expostos trabalhos de 82 artistas, no amplo espaço do Liceu de Artes e Ofícios, na região central. Há 8 anos organizada por 13 galerias, como a Fortes Vilaça e a Leme, convida à reflexão com o tema "Contemplação do Mundo".

AE, Agência Estado

01 de novembro de 2010 | 14h43

De fora, já é possível ver o trabalho "Zona", de Regina Parra, nas letras luminosas de néon que parecem resumir a inspiração que guiou os expositores: ?Nada de mau se perdeu/Nada de bom foi em vão/Uma luz ilumina tudo/Mas deve haver mais? (trecho de um poema de Arseni Tarkovski). "Quis brincar com esse conceito de deslocamento, de fronteiras, da partida para o desconhecido", diz Regina. Mais acostumada à pintura, a artista procurou também um outro suporte, o primeiro passo na proposta de inovação. "Quis me arriscar também no processo", conta ela, que vê a obra como um portal de passagem.

À noite, a instalação urbana pode ser vista de longe. "Muita gente repara nas frases e interrompe o caminho para ler. Tem gente que segue até aqui, dá uma olhada, curiosa. Cumpriu o objetivo de mostrar a arte como inquietação, como a procura por um algo mais".

O curador da mostra, Paulo Reis, optou por não chamar nomes que integram a Bienal no Ibirapuera, e mesmo assim, figuras tarimbadas do meio artístico se misturam bem a novos expoentes, como é o caso do trabalho de cores vibrantes dos irmãos grafiteiros osgemeos, a temática de pratos e mares de Adriana Varejão e o grupo Chelpa Ferro, com uma instalação com vasos de cerâmica e alto-falantes espalhados no chão, além de Marepe e Sandra Cinto, entre outros.

"A Paralela se propõe a complementar a Bienal, e não a competir com ela", diz o curador. "O importante é o fomento à arte. Muita gente vem a São Paulo para ver arte na época da Bienal, o que torna a Paralela também estratégica". As informações são do Jornal da Tarde.

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