Em São Paulo, montagens do rio dominam a cena

Não é apenas em Curitiba que os cariocas andam marcando território. Em São Paulo, também cresce a oferta de espetáculos vindos do Estado vizinho.

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2011 | 00h00

Savana Glacial, uma produção do Grupo Físico de Teatro, estreia hoje no Sesc Belenzinho. Além disso, apenas na última semana, outras duas novas montagens do Rio entraram em cartaz por aqui: Adultério, da Companhia Atores de Laura, e Devassa, da Companhia dos Atores. Todas representantes da mesma vertente que parece ser o foco do Festival de Curitiba: um teatro autoral, longe do estereótipo das comédias ligeiras ou das produções de cunho comercial.

Uma das apostas da mostra paranaense deste ano, Savana Glacial trata da história de um casal que resolve se mudar após um traumático acidente. O enredo é apenas esteio para que o jovem dramaturgo Jô Bilac construa um trabalho em que o teatro se insinua dentro do teatro. Valendo-se de uma lógica própria do absurdo, o texto foi uma das surpresas da temporada 2010 do Rio e, não por acaso, rendeu a Bilac o Prêmio Shell de melhor autor.

Adultério, que também tem espaço na grade oficial de Curitiba, cumpre temporada no Sesc Ipiranga. Criada a partir do universo de Pirandello, a peça tematiza relações amorosas e é uma obra de criação coletiva do grupo.

A veterana Cia. dos Atores continua a surpreender. Sob o comando da diretora convidada Nehle Franke, o grupo encena Devassa. Em cartaz no Sesc Consolação, a peça é uma recriação do texto clássico de Frank Wedekind, A Caixa de Pandora, mais conhecido como Lulu.

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