Em São Paulo, a geniosa e genial Lauryn Hill

Cantora se apresenta nesta quinta-feira no Tom Brasil Nações Unidas

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 17h56

Na noite desta quinta-feira, 14, a cantoranorte-americana Lauryn Hill desembarca no Tom Brasil NaçõesUnidas, em São Paulo. Desde o outono de 1998, quando ela lançouo celebrado disco Miseducation of Lauryn Hill, sua vinda éaguardada com ansiedade por aqui. Ela chegou na semana passada e, no sábado, estreou emAlegre (196 quilômetros de Vitória, ES), em show para cerca de30 mil pessoas, segundo cálculos da organização. Cantou durante1h40, e parte da platéia debandou antes do final, porque Lauryncentrou fogo num repertório de músicas novas, desconhecidas. Mas nos 30 minutos finais, desfilou hits, generosamente, de JustLike Water até por sua reinterpretação de Killing me Softly(Roberta Flack), gravada anteriormente por Aretha Franklin. Hoje Lauryn cantaria em Porto Alegre. No sábado, é a vez do Rio deJaneiro (Vivo Rio). Antes da apresentação no Espírito Santo, entre quinta esábado, Lauryn esteve no Rio de Janeiro, onde ensaiou com suabanda no estúdio Gegê Produções, de Gilberto Gil, na Estrada daGávea.Reggae à brasileira Nos dias em que privou do estúdio de Gilberto Gil no Rio Lauryn negou-se a receber o próprio cantor, que também ensaiavano casarão - e também recusou entrevistas ao Jornal Nacional eao Fantástico, da Rede Globo, que chegaram a mobilizar suasequipes atrás dela. Lauryn argumenta que não gosta dosconglomerados de imprensa (também não costuma falar à NBC e CBS,nos Estados Unidos). Certo que Lauryn, depois que se deu conta de que seuanfitrião era o próprio ministro da Cultura, lembrou-se dagravação que Gil fez só de canções de seu sogro, Bob Marley,Kaya N’Gan Daya (2001), e elogiou os arranjos. "É reggae àmoda brasileira. O reggae que eu faço também não é jamaicano, éamericano. Ninguém consegue fazer reggae como na Jamaica",afirmou. Ao passar pela Favela da Rocinha, ela ainda obrigou osagentes de sua turnê a trocá-la de hotel - estava hospedada noSheraton Barra da Tijuca, mas dizia que ali era lugar de "gentede embaixadas e cônsules, só bundões". Foi hospedar-se noSheraton da Praia do Vidigal. No domingo, de volta ao Rio, armouum ensaio em um dos salões do hotel.Registro da turnê "Ela é geniosa e genial", disse um dos produtores que aacompanham. "É como se fosse uma Nina Simone de 30 anos." Laurynensaia exaustivamente com sua banda antes de cada show, e éperfeccionista quanto aos sons que exibe no espetáculo - só deteclados, trouxe 16 instrumentos dos Estados Unidos para a turnê Lauryn contratou equipes de filmagem para registrar suaturnê pelo País, que estuda transformar em um DVD. É arredia,mas também generosa. No show no Espírito Santo, ao se dar contade que havia um grupo, mais à frente, que sabia de cor todas asletras, ela mandou que os fãs fossem encaminhados ao camarim.Tirou fotos com todos e conversou. Lauryn viaja pelo Brasil de avião privado e leva atiracolo camareira, costureira e maquiadora. O marido, RohanMarley, e os quatro filhos não vieram. Por terra, duas carretaslevam equipamentos de palco e iluminação (e um caminhão extra sópara as roupas da cantora, que vieram em 40 volumes dos EstadosUnidos).Novidades A grande procura pelo show em São Paulo levou aorganização a abrir uma data extra. Apesar do preço salgado dosingressos (entre R$ 200, pista, e R$ 360, camarote), a tendência segundo a organização, são duas casas cheias. Lauryn Hill tem 32 anos. Em entrevista à Agência Estado,ela contou como está estruturando seu novo show. "Tenho uma novabanda, e meu diretor artístico é Kevin Choice, também tecladista com o qual eu bolei um conceito inteiramente novo. Cada vez queencontramos gente nova, criamos novos sons e também tocamosnovas canções. Além de Kevin Choice, temos Michael Blankenshipem outro teclado, e com isso estamos capacitados para reproduzirtodos aqueles sons vintage dos anos 70 e também sons maiscontemporâneos. Temos também um DJ, um percussionista, umbaterista, um baixista, um guitarrista, um trompetista, umsaxofonista e quatro cantores de apoio." Lauryn Hill. Tom Brasil-Nações Unidas (4 mil lug.). Rua BragançaPaulista, 1.281, Santo Amaro, 11-2163-2000. Sexta-feira,22 h. R$ 200 a R$ 360

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