Em plena forma, OSB festeja 70 anos

"Olhando para o passado e para o futuro", como sinalizou seu regente e diretor artístico, Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Brasileira celebrou seus 70 anos na noite de terça-feira. O passado estava no programa do concerto, no mesmo Teatro Municipal onde a OSB estreou, a 17 de agosto de 1940: o programa, que incluiu os alemães Beethoven, Wagner e Weber, o checo Weinberger e os brasileiros Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, repetiu o daquele sábado de sete décadas atrás. O futuro se fez presente nas apresentações da OSB Jovem, que abriu a celebração, e do recém-criado Coro Infantil da OSB, que fechou.

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

O Municipal ficou lotado de convidados, assinantes e simpatizantes da OSB. Foram homenageados o fagotista veterano Noël Devos - francês trazido em 1952 para a orquestra, na qual tocaria por mais de 30 anos, pelo maestro Eleazar de Carvalho, diretor nos anos 50 e 60, e devidamente lembrado por Devos ao agradecer a láurea -, representantes dos patrocinadores e outros que contribuíram para sua longevidade.

Chamada ao palco para apresentar a cerimônia de homenagens, a atriz Cássia Kiss, assinante da OSB, discorreu sobre a trajetória do grupo, fundado numa época difícil, desacreditado a princípio, mas que hoje vive um bom momento. Entre os pontos altos de sua história, estão as apresentações para milhares de ouvintes em concertos populares, a formação de futuros astros da música clássica, como o pianista Nelson Freire, as turnês pelo exterior e a estreia de obras de Villa-Lobos, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri.

O futuro, além de passar pelos músicos da OSB Jovem e as vozes do coral, reside na esperança da conclusão e inauguração de sua sede, a Cidade da Música, megassala de música clássica projetada pelo francês Christian de Portzamparc, construída pela Prefeitura do Rio na Barra da Tijuca e que está fechada sob suspeita de irregularidades nas obras (custou em torno de R$ 500 milhões e está inacabada). "Toda grande cidade tem uma grande orquestra. O maior desafio agora, além de estruturar a Fundação OSB de forma que esteja sempre saudável, com os recursos que tem hoje, é ter a casa própria", diz Minczuk.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.