Em Lyon, a ''beleza terrível''

A argentina Victoria Noorthoorn assinou, em 2009, a curadoria da 7.ª Bienal do Mercosul, mas a edição não foi muito bem aceita pela crítica. "Foi uma mostra importante, não compreendida no momento", diz José Roca, à frente da atual 8.ª edição. Agora, Victoria vai apresentar seu mais novo projeto, a curadoria da 11.ª Biennale de Lyon, na França, sob o título A Terrible Beauty Is Born.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2011 | 00h00

"Nasce uma beleza terrível", diz o verso do poema Easter, do irlandês Yeats, escrito em 1916 como "gesto de emancipação" nas lutas entre Irlanda e Inglaterra. Victoria afirma que a partir desse mote fez uma proposta curiosa aos 78 artistas que participam da Bienal de Lyon (entre 15 de setembro e 31 de dezembro): que "fossem radicais" no questionamento "do presente e da realidade". Por sua proximidade com o Brasil, ela selecionou time de peso de criadores brasileiros, como Arthur Bispo do Rosário (foto), Cildo Meireles, Lenora de Barros, Augusto de Campos, Lucia Koch, Jarbas Lopes, Laura Lima e Erika Verzutti.

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