Em livro, o melhor do teatro de Plínio Marcos

Muitos ainda se lembram da figura do dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999) vendendo seus livros em portas de teatro. Os mais desavisados poderiam talvez considerar uma excentricidade, "coisa de artista", que um de nossos mais importantes autores fizesse papel de camelô de suas obras. Mas não era mera excentricidade. Plínio Marcos viveu os melhores e mais produtivos anos de sua vida sob o tacão da censura. Assim, Plínio vendia seus textos, em edições baratas e independentes, como forma de sobreviver, como ser humano e como artista. Agora, quase quatro anos após sua morte, a Global Editora lança o livro Melhor Teatro Plínio Marcos (287 págs., R$ 30,00), uma coletânea de peças do autor santista selecionadas pela ensaísta Ilka Marinho Zanotto, autora ainda de um estudo sobre o autor, publicado no volume à guisa de prefácio. Barrela (1958), Dois Perdidos numa Noite Suja (1966), Navalha na Carne (1967), O Abajur Lilás (1969) e Querô, uma Reportagem Maldita, peça adaptada para o teatro em 1979, a partir do romance homônimo de 1976 são os textos publicados no volume. O lançamento acontece hoje - quando Plínio faria aniversário - no Teatro Sérgio Cardoso, a partir das 19 horas, onde haverá uma leitura dramática de Dois Perdidos numa Noite Suja e apresentação da Banda Querô.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.