Em 'La Vida Útil', a dura e reveladora fase do recomeço

Há 25 anos, Jorge (Jorge Jellinek) segue religiosamente a mesma rotina: sai de casa, onde mora com os pais, e vai trabalhar na Cinemateca local. Entre seus afazeres gerais, estão os de organizar mostras e divulgar a programação em uma estação de rádio, além de cuidar do espaço, o que implica supervisionar os equipamentos e até mesmo as poltronas - a ponto de testá-las, uma a uma, sentando-se nelas.

AE, Agência Estado

28 de setembro de 2012 | 12h09

Aos 45 anos, Jorge, que dedicou mais da metade de sua vida ao lugar, vê ameaçada sua condição aparentemente segura quando a Cinemateca precisa encerrar as atividades. Esse solitário que é impulsionado pelo destino para fora da zona de conforto é a figura central do filme La Vida Útil, em preto e branco, do diretor uruguaio Federico Veiroj, que entra em cartaz neste sexta-feira, com exclusividade, na Reserva Cultural.

Veiroj acompanha a história de um homem perto da meia-idade entrando em colapso dentro de uma situação plausível. Ao colocar uma Cinemateca como cenário da trama, ele expõe um fato muito comum atualmente nas grandes cidades: as salas que fazem resistência aos títulos comerciais e a toda tecnologia de última geração sendo "engolidas" pelos cinemões com telas Imax, equipamentos para reproduzir efeitos em 3D, entre adventos dos novos tempos.

É o que acontece com a Cinemateca de Jorge. Com baixa frequência de público, o espaço perde a ajuda financeira de uma fundação, por considerá-lo "pouco rentável". Não há mais como mantê-lo. Jorge sai sem rumo pela cidade. E descobre, em um único dia, que existe vida - e amor - no mundo lá fora.

As informações são do Jornal da Tarde.

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