ALFREDO ALDAI/ EFE
ALFREDO ALDAI/ EFE

Em entrevista, Yoko Ono diz que escolheu viver com alegria após morte de John Lennon

Artista japonesa, que vê sua obra como tema de retrospectiva na Espanha, relembrou que ex-beatle foi um dos grandes parceiros de sua obra

O Estado de S. Paulo

13 de março de 2014 | 12h12

A artista japonesa Yoko Ono disse nesta quinta-feira (13) que, após a morte de John Lennon, decidiu enfrentar a vida com alegria. A declaração foi dada em uma entrevista à agência de notícias espanhola EFE, durante a divulgação de Yoko Ono. Half-A-Wind Show, uma mostra retrospectiva de sua carreira, atração do Museu Guggenheim de Bilbao a partir de sexta-feira. Ela disse que, antes do assassinato de seu marido, admirava quem sofria.

“Quando John morreu, vi que algo de ruim estava nascendo em mim. Eu disse a mim mesma: em vez de ter sete desgraças, quero ter as sete maravilhas. Isso mostra o quão poderosas são as palavras e que elas influenciam a sua mente”, disse Ono. Ela também afirmou que Lennon sempre acreditou muito em sua obra. “Foi um dos meus maiores parceiros nesse sentido”.

Ono também fez uma reflexão sobre sua obra durante a entrevista. A artista lembrou que, nos anos 1960, não se preocupou em divulgar sua obra. “Pensava que ninguém se interessaria. Estava concentrada na criação, em fazer uma obra criativa, que tivesse importância para a humanidade através dos tempos”. Ela também considerou que à época era “muito destemida, talvez até demais”.

A artista disse que sua obra tinha uma forma revolucionária, lembrando a concepção de Ceiling Painting (Pintura de Teto). A obra, exposta na mostra do Guggenheim, chamou a atenção de Lennon. Consiste de uma escada que leva o observador até o teto, onde há uma lupa presa com a inscrição “sim!”. “O que há de provocativo nisso? A arte era provocante”.

Yoko Ono. Half-A-Wind Show fica no Guggenheim de Bilbao até 1 de setembro. Nesta quarta-feira (12), ela fez uma “pré-estreia” da mostra, na qual fez performances para um teatro lotado.

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