Em desgraça, miss EUA disse ter visto abusos na infância

Caída em desgraça, a miss Estados Unidos 2006, Tara Conner, afirmou ter testemunhado abusos quando era criança e disse que essa pode ser a razão de ter sido levada ao vício em álcool e drogas. Ela ainda acredita, no entanto, que pode ser um modelo positivo para as pessoas.Tara, de 21 anos, quase perdeu a coroa em dezembro por conta de seu mau comportamento, mas recebeu uma segunda chance do magnata Donald Trump, organizador do concurso, porque entrou num programa de reabilitação.Na primeira entrevista após um mês de tratamento, Tara disse ter aceitado o fato de ser alcoólatra, admitiu ter usado cocaína e descreveu seu comportamento pregresso como desonesto e manipulador.Mas garantiu que também enfrentou seus "demônios" e deu a entender que seus problemas podem derivar de algum abuso não especificado durante a infância, cometido por alguém que ela recentemente confrontou. Tara não explicou se esse abuso foi de caráter sexual.Revelações "Não vou negar que testemunhei algum abuso, mas por respeito à minha família isso é algo que eu gostaria de antes falar com a minha família", disse ela em entrevista à NBC, a ser publicada na quinta-feira. "Mais tarde talvez eu me sinta mais confortável em falar sobre esses temas, mas não tanto neste momento.""Tenho certeza de que (testemunhar o abuso) pode ter provocado uma parte (do seu comportamento)", afirmou Tara, uma menina da pequena Russell Springs, no Kentucky, que diz lutar contra o alcoolismo desde a adolescência e que admitiu ter usado cocaína antes e depois de se tornar miss EUA, em abril de 2006."Nada, nada mesmo me intimidava. Eu usava o que queria porque estava tentando mascarar tantas coisas que eu sentia dentro de mim, e tinha muita dor e insegurança."Embora muita gente tenha criticado Trump por dar uma segunda chance à miss, ela disse que ainda pode fazer um bom "reinado", influenciando positivamente as pessoas."Percebo que há outra coisa pela qual sou muito apaixonada, que não é só a ausência de drogas e álcool, obviamente, mas a educação. Há uma necessidade de educação a respeito do alcoolismo e da dependência por drogas".

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