Em defesa da amplitude

Diretora artística do Festival do Rio, Ilda Santiago é capaz de ficar horas falando sobre a seleção de filmes, mas ontem ainda se defrontava com um dilema: que modelito usar na abertura? "É a minha prioridade. Tenho de resolver hoje (ontem)", dizia.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h41

Por que Gonzaga para abrir o Festival do Rio de 2012?

Já é tradição abrir o festival com um filme brasileiro. Gonzaga não é só um grande filme como expressa a alma brasileira, e a carioca, de forma emocionante. A relação entre pai e filho lhe dá ressonância universal. Vai ser uma bela abertura.

O festival não para de crescer. Por que o gigantismo?

A intenção nunca é aumentar o número de filmes, mas a amplitude. O festival hoje atinge toda a cidade do Rio. São 25 salas, mas, se somarmos as arenas culturais, as comunidades e o cinema na praia, que está voltando, chegamos a 40 locais. É do interesse do festival, da Prefeitura e das próprias comunidades. O Cine Carioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão, interrompe sua programação regular para exibir o festival.

O evento contempla cinéfilos sem descuidar dos negócios.

É o objetivo?

O objetivo é formar novas plateias dentro de conceitos como qualidade e diversidade. Mais do que para cinéfilos, é um festival para amantes de cinema.

O festival anuncia a vinda de Leos Carax. Não é temeridade?

Só porque ele não prestigiou o próprio filme em Cannes? Holy Motors, o novo Carax, é um grande filme. O que posso dizer é que a passagem está emitida e nas mãos dele. Se vier, vamos saber quando chegar. O que não posso prometer é que dê entrevistas. / L.C.M.

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