Em cena, a história de Batman

A superprodução Batman Live estreia prometendo show de efeitos especiais

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2012 | 03h08

Depois de se tornar um ícone dos quadrinhos e de ganhar ótimas versões para o cinema, Batman ataca agora no palco. A superprodução Batman Live estreia hoje, no Ginásio do Ibirapuera, prometendo um espetáculo de luzes, som, 3D e efeitos especiais. "Tudo isso recheando uma história que, acredito, vai prender a atenção do público", disse ao Estado o produtor executivo Nick Grace. "A sensação será a de que os quadrinhos ganham vida."

De fato, diante de uma audiência já acostumada a espetáculos mirabolantes em videogames e outros aplicativos da internet, o desafio é surpreender com mais ingredientes. Misto de teatro e musical, Batman Live é um espetáculo europeu que inicia no Brasil sua primeira turnê mundial. E chega com bagagem recheada: 42 atores, 490 peças de figurinos, trilha sonora gravada por 92 músicos, 50 toneladas de equipamento e o que promete ser o grande hit, um batmóvel especialmente construído para o show.

"Nosso batmóvel foi criado por Gordon Murray, um lendário designer de carros, que trabalha na Fórmula-1 (especificamente, na McLaren)", conta Grace. Segundo ele, o batmóvel exibe um sonar capaz de enxergar no escuro e desviar de obstáculos, além de conseguir atingir uma megavelocidade em apenas dois segundos. "E não se trata de fantasia, mas do resultado de uma pesquisa que busca construir módulos assim."

O espetáculo conta a já conhecida história do bilionário Bruce Wayne que, após presenciar o assassinato dos pais quando criança, resolve livrar Gotham City de seus piores inimigos. Como também oferece cenas de acrobacias circenses, artes marciais e números de ilusionismo, Batman Live pretende unir o tradicional com o moderno. "Isso acontece quando o público visualiza um enorme mapa da cidade de Gotham e, graças ao 3D, os prédios começam a emergir à sua frente", conta Grace, explicando que, para o efeito, é usada uma tela LED gigante.

Foram dois anos e meio de uma produção mantida em segredo absoluto até sua estreia, no ano passado, na Inglaterra. O desafio, segundo Nick Grace, era criar uma história equilibrada. "Queríamos contar a origem do Batman para aqueles não familiarizados, mas sem ser muito didáticos, o que aborreceria os fãs de carteirinha", disse. Assim, depois de criar a figura do homem -morcego, Bruce Wayne torna-se tutor do jovem trapezista Dick Grayson, cuja família também foi assassinada - aqui, por meio de uma sabotagem no trapézio. O detalhe serve para explicar os números circenses do show.

Disposta a solucionar esse crime, a dupla dinâmica enfrenta vilões já conhecidos do universo Batman, como Mulher Gato, Pinguim, Charada e, claro, Coringa. Como nos típicos espetáculos da Broadway, Batman Live também é recheado de mistérios em relação aos seus efeitos especiais. Assim como nunca foi divulgado como a Fera se transforma em príncipe diante do público - ponto alto do musical A Bela e a Fera -, aqui também o público será surpreendido por três toneladas e meia de confetes em forma de morcego. Como isso acontece é um dos segredos do espetáculo, que vai viajar ainda para Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina.

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