Em cena

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TRANSPLANTE DE PELE, USTEKINUMAB, FRAXEL 1927, BEAUTIFICATION, TRANÇA, I LOVE BRAZIL, LÁ NO ZÉ, MINISTRO, OURIÇO PIGMEU

Chris Mello, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2010 | 00h00

Questão de Pele

Em guerra conjunta ao Congresso para desencorajar a frequência, taxando, clínicas de bronzeamento para ajudar o sistema de saúde de Obama a cortar custos e combater o câncer de pele, a American Academy of Dermatology Association reuniu 19.200 dermatos - número recorde -, no início do mês em Miami, para discutir ciência e novidades. Lasers estão no topo da tendência. Na pauta: filtros solares orais, transplante de pele, ustekinumab e o estímulo a técnicas não invasivas.

Médico do Centro de Dermatologia do Hospital Henry Ford, em Detroit, o escocês Iltefat Hamzavi apresentou pesquisa com transplante de células saudáveis de pele em pacientes com vitiligo1. Transplantes de melanócitos3 - responsável pela síntese da queratina em 80% da epiderme - em 32 pacientes com vitiligo1 mostraram repigmentação em uma média de 52% da cor natural da pele. Resultados podem ser esperança para tratar a doença.

A maior discussão? O ustekinumab, nova droga para tratamento de psoríase. Contém um anticorpo monoclonal produzido em laboratório que mimetiza o trabalho dos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico. O medicamento trata a psoríase1 bloqueando a ação de proteínas que contribuem para o aumento na produção de células da pele - e inflamação. "É a mais eficaz droga já pesquisada", diz Jane M. Grant-Kels, do centro de saúde da Universidade de Connecticut. O dr. Ronald Prussick, da George Washington University, em D.C., disse ver benefícios em problemas vasculares e artrite.

O brasileiro Marcus Maia, dermato da Santa Casa, coloca pano frio na grande discussão entre americanos sobre o bloqueio da absorção de cálcio por filtros solares. Em estudo, Maia prova que não bloqueiam - e são supereficazes os filtros solares orais, formulados com complemento de vitamina D e cloroquina, componente usado no tratamento de reumatismo e lúpus. Ideal para quem faz tratamento com esta medicação é o acompanhamento com oftalmologista para avaliar a visão e o fundo do olho à procura de alterações a cada 6 meses.

Comum nos filtros de raios UVA e UVB, a avobenzona e o titânio em nanopartículas adicionadas a fórmula acabam com textura melada de filtros. O plus é que aumentam estabilidade de vitamina C na pele.

Beautification é a palavra de ordem; é busca da simetria por meio de procedimentos estéticos. No Brasil, dr. Maurício de Maio, especialista em procedimentos não invasivos, é o matemático mais exato. E ácido hialurônico cresce em popularidade, com eficácia na colaboração para aumento do tipo 1 de colágeno. Estudo da Archives of Dermatology mostram que "células envoltas por ácido hialurônico têm fibroblastos mais elásticos".

Há 6 dias, a Anvisa liberou para o mercado nacional mais um tipo de ácido hialurônico, o Voluma, da Allergan, indicado para preenchimento de grandes áreas. Os dermato Ligia Kogos, Adriana Vilarinho e Nuno Osório são supereticentes e unânimes: não são incríveis os resultados em áreas extensas como nádegas, devido ao alto custo. Mas pode ser boa opção no preenchimento de... mãos envelhecidas.

A indústria está armada, desenvolvendo novas máquinas de lasers não ablativos para diminuir o custo dos tratamentos. Dra. Vilarinho fez bom shopping, tem no consultório o novo Fraxel 1927, cujas ondas Thulium são eficazes na despigmentação de melasmas, rosáceas - e podem ser usadas em áreas maiores. Vilarinho tem também YAG 1064, que contrai poros e vasos. "Pode ser feito em verão e inverno, pelos bronzeados ou não e não marca a pele", diz Adriana. Para melasma, a médica tem o Genesys.

Para cabelos que caem, a Dutasterida está sendo defendida por ter a mesma estrutura isômera da finasterida, que impede que o hormônio masculino se transforme em DHT, absorvido pelo folículo. A Dutasterida teria mais rapidez - e retarda a transformação do DHT antes da destruição do folículo.

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