Em cena

Em cena

TENDÊNCIA: SENSORIAL

Chis Mello, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2010 | 00h00

Sensorialismo é um movimento que exige do homem total imersão em experiências para encontrar maneiras de mixar o atual a tecnologia para incrementar a vida real.

É o desafio de toda indústria.

Sensorialidade

O movimento está no ar - mesmo que trendsetters chapa quente, como WGSN, digam que só em 2012 a massa terá consciência de que esse é caminho para o sucesso. É o desafio de TODAS as indústrias. A regra: usar tecnologia para melhorar o design e a funcionalidade de produtos que vão aguçar os cinco sentidos. Ou melhor, os seis sentidos, pois confiar na intuição será necessário para experimentos e resultados.

Interação é palavra de ordem.

Os macetes? manipulação digital, alterando estados por meio de fragmentações, criação de proporções estranhas e formatos abstratos. O uso de cores ácidas e pigmentos coloridos evocando uma neo-psicodelia. O diretor de video Reay Tintori criou uma séries de video lo-tech no estilo da nova psicodelia. Kanye West usa a técnica di clipe Welcome to The Heartbreak.

Reilustrar a estética global será um processo interessante que envolverá obrigatoriamente storytelling (contar histórias) para que seja possível prender o consumidor através de memórias, cheiros, texturas, imagens e sensações. Ao inserir memórias em formas digitais, o risco é brincar com fragilidade das imagens mapeadas através dos tempos. A tecnologia será usada para preservar a história e criar novas existências e novas estéticas à medida que forem injetados em materiais novos elementos reconhecíveis.

De bimensionalidade para a tridimensão. O Wii, da Nintendo, e o iPhone, da Apple, abriram portas, permitindo total mobilidade e interação. A técnica desponta como o must do design.

A música já entrou na nova psicodelia. "Com espaço cósmico e uma nova visão radical, o The Future Sound of London, sob o pseudônimo Amorphus Androgynous, está à frente dessa onda. As apresentações da banda são visuais e usam fractais gráficos", diz Ruth Marshall no boletim sensorial publicado no WGSN.

(Re)Pandoro

O resgate do Pandoro planejado pelo psicólogo Dado Salem está fazendo o local (re)acontecer como bar para easy talk. As terças são pensadas por George Freire. Rosto escondido num chapéu Fedora, Ricardo Athayde faz o som com Gê. Ana Strumpf interage no bar

Chief Culture Officer?

Nizan está saindo da Africa e se "despede" cunhando o termo Chief Culture Officer ao definir sua nova posição no business. E em todo ramo pode haver um. Basicamente? O CCO fica pelo mundo olhando o novo e o bom para refletir e dar diretrizes ao staff. Nizan vai ficar muito em NY para a abrir a sede do Grupo ABC, em setembro. Passam a copresidir a Africa o Harvard boy Marcio Santoro e Sergio Gordilho. A meta é crescer 20%.

Galeria Zípper

O espaço físico da nova galeria de Fabio Cimino está sendo construído pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum. Só que a galeria estreia para o mercado na SPArte, antes que fique pronta a obra. Cimino quer gente fresh, nova. Já tem no seu casting: Amanda Melo, Bruno Vilela. Carolina Ponte, Pedro Varela, Valentino Fialdini, Rodrigo Dutra, Rodrigo Zeferino, Wagner Pinto e Rag - autor da pintura acrílica ao lado.

Cara nova

Edu Leme viu trabalhos da carioca Flávia Melktzer e disse: "Tomei todos!" A artista, nova da GalEria LEme, é geóloga transformada pintora há 5 anos. Assiste Adriana Varejão, cuja influência é perceptível nas retas de Melktzer. Começa bem: com o lote "tomado" vendido assim, ó. Uma tela? R$ 7 mil.

Ecoteatro Fao

Os arquitetos da FAO Nathalia Gaspar, Chico Barros e Alessandro Svanpato desenharam o primeiro ecoteatro brasileiro, planejado para ser autossustentável e funcionar com energia solar. Para começar a bioconstrução, Juliana e Sandro de Mari, organizadores do Núcleo Arco Teatral, que capacita população da periferia para trabalhar em teatros, só precisam do "ok" de Hélio Rubens Figueiredo, subprefeito de Santana-Tucuruvi.

Transparência

Candidatos a cargos políticos, repercussão de comentários em redes sociais podem ser catastróficas. Grandes marcas de consumo estão ligadíssimas no prejuízo à imagem de posts negativos. Facebookers resgataram uma foto de junho - e que passou despercebida pela press - em que Dilma Rousseff carrega uma bolsa Kelly, da Hermès. Estão mandando bala. Os comentários? "Se disser que é falsa, é incentivo à pirataria"; "Petista guerrilheira de Hermès." E "O valor da bolsa paga 273 bolsas-família." Uma Kelly custa R$ 26 mil e a conta é baseada nos R$ 95 de benefício dado às famílias de 3 pessoas em extrema pobreza. Nada muito POSITIVO...

NA RUA

Natural a morte de McQueen causar fashion descontrole. O stylist Felipe Veloso usou tee da coleção darwiniana, a última, na expo de Marcio Kogan. Fernanda Rolim segura minaudiére do inglês, que pauta o desfile de sua marca, Left. Numa tee, a homenagem de Sergio K

Memórias do Hell"s ficaram na pele de Melissa Depreyére, Ana Boggie e Adriana Recchi. Já estética da acid house... foi maquiada pelo preto rocker. Todas no lançamento do documentário sobre o club

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.