Em cartaz em BH, Eclipse flerta com o absurdo

Foi a partir dos contos de Anton Chekhov que o grupo Galpão concebeu seu novo espetáculo. Em Eclipse, que estreou no dia 1.º, em Belo Horizonte, a cia. mineira buscou alguns temas recorrentes na literatura do autor. "Questões como felicidade, fé, a função do talento e do artista", observa o ator Chico Pelúcio.

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2011 | 03h09

Para conduzir o trabalho, o Galpão convidou o russo Jurij Alschitz, sediado em Berlim. O resultado deve soar bem diferente daquele que a companhia alcançou no recente Tio Vânia.

Agora, o foco não está direcionado para personagens com dimensões psicológicas. Flerta com o absurdo. "Acompanhamos figuras sem história, sem passado", diz o ator.

Parte do processo de criação deu-se à distância. Além da leitura de mais de 150 contos do autor e a criação de cenas a partir de vários desses textos, o trabalho incluiu duas etapas: uma aqui e outra na Alemanha. Lá, o tradicional grupo encontrou o encenador para uma temporada de ensaios. Depois, Jurij Alschitz veio ao Brasil para fazer os ajustes antes da estreia. "Tirei todos os seus apoios. Quando eles queriam cantar, tocar instrumentos, eu simplesmente dizia: 'Não. Apenas sente-se e diga o seu monólogo'." / M.E.M.

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