Sife Eddine El Amine, Bleecker Street
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Em 'Beirute', da Netflix, Jon Hamm volta a ser alcoólatra sóbrio

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Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2022 | 03h00

A isca da Netflix para seduzir o público a ver o filme Beirute é a presença de Jon Hamm, o bom e velho Don Draper. Para os mais novos ou desavisados, trata-se do publicitário mais amado do mundo na série clássica Mad Men. Existe algo em comum entre as duas produções: em ambas, nosso astro é um alcoólatra convicto, porém sempre sóbrio. Em Beirute, Hamm aparece com uma barba cuidadosamente malfeita e aquela cara de quem não dorme direito, mas sempre com o raciocínio ligeiro e carisma fora de série. O longa começa às vésperas da guerra civil do Líbano, que deixou o país em ruínas, e evolui para uma trama consistente de espionagem, drama e resgate histórico. E são essas ruínas o cenário onde se desenvolve a ação da Netflix.

Depressão

Mason Skiles, papel de Jon Hamm, é o chefe adjunto da missão americana do país, um diplomata habilidoso, quando uma ação terrorista acontece em sua casa e muda sua vida pra sempre. Dez anos depois, morando nos Estados Unidos, Skiles é a depressão em pessoa quando é convocado para retornar a Beirute para negociar a liberdade de seu melhor amigo, que foi sequestrado por um grupo terrorista. Beirute, da Netflix, conta com uma direção de fotografia extraordinária.

Portenho

A Ira de Deus, filme que está na Netflix, é um suspense policial psicológico que tem como cartão de visitas dois astros da TV e do cinema argentino: Diego Peretti, que fez um pastor evangélico sinistro em Vosso Reino, e Juan Minujin, protagonista da excelente série portenha El Marginal. A eles se junta a revelação argentina Macarena Achaga. A trama é pesada e versa sobre vingança, assédio, stalkers e relações familiares perigosamente disfuncionais. 

Enigmático

Na história, Luciana (Macarena Achaga) é assistente de um escritor famoso e enigmático que ela admira, até que um dia ele a assedia. Esse é o ponto de partida de uma teia de acontecimentos. A Ira de Deus vai e volta no tempo sem avisar o público e isso às vezes causa certa confusão. A história é um caminho sem volta: se começou, vai ter de ir até o final, ainda que se sinta desconfortável. 

Tênis na veia

O filme francês O Quinto Set, da Netflix, é uma produção bem peculiar e especial para os amantes do tênis e fãs de filmes de redenção esportiva em geral. A fórmula é manjada, mas ao contrário de outras produções como Rock, o Lutador, Karatê Kid ou Arremesso Final, Quinto Set é um filme mais contido, usa com moderação a trilha sonora e não busca arrancar lágrimas a qualquer custo. É, enfim, um drama sem ser melodramático, mas acima tudo é tênis na veia.

Roland Garros

A história gira em torno de Thomas (Alex Lutz), um tenista que aos 17 anos chegou à semifinal de Roland Garros. Nenhum francês foi tão longe, e isso claro cria uma pressão insuportável no garoto, que sofre uma grave lesão. Nesse torneio, que não aconteceu na vida real, o longa Quinto Set faz uma homenagem ao nosso querido Gustavo Kuerten, que venceria no final das contas. Mas 20 anos se passaram desde então. Thomas nunca mais foi o mesmo. Nos dias de hoje ele vive de dar aulas de tênis para crianças e carrega no joelho a cicatriz que o tirou das quadras. O tenista é um poço de ressentimento com o destino. Mas se recusa a envelhecer e decide recomeçar de baixo para se qualificar para Roland Garros. O longa da Netflix ganha contornos épicos a cada novo game e nos 20 minutos finais o que vemos é uma partida de tênis disputadíssima.

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