Tomas Rangel/Divulgação
Tomas Rangel/Divulgação

Em autobiografia, empresário Luiz Calainho lembra carreira marcada pelas reinvenções

Como sócio da Aventura Entretenimento, ele começa a investir em musicais nacionais como 'Rock in Rio'

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2013 | 19h27

A produção de musicais no Brasil está alicerçada basicamente em dois pontos: de um lado, a Time For Fun, que monta com exatidão as produções de sucesso da Broadway (como O Rei Leão), e, de outro, a Aventura Entretenimento, que também se inspirou no mercado americano em seus primeiros trabalhos, mas que, agora, investe em espetáculos puramente nacionais – Rock in Rio é o exemplo mais recente.

“A Aventura surge em cena para uma vez mais contribuir para um desafiador processo de reinvenção”, comenta o empresário Luiz Calainho, sócio da produtora ao lado de Aniela Jordan e Fernando Campos. A capacidade de trocar de pele, aliás, é uma característica da Aventura e, especialmente, de Calainho, que conta suas diversas transformações no livro Reinventando a Si Mesmo – Uma Provocação Autobiográfica (Agir), que será lançado nesta quinta, 8/8, e autografado por ele na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a partir das 18 horas.

A ilustração da capa da obra, criada por Luciano Cian a partir de uma foto de Tomas Rangel, expressa bem a natureza da escrita: a imagem do empresário surge fatiada como em um quebra-cabeça, mostrando que tudo pode ser remontado de forma diferente e ainda mantendo o espírito original. Nascido na Suíça (o pai era comandante da saudosa companhia aérea Pan Air) e criado no Rio desde os 3 anos, Calainho sempre se interessou por negócios e cultura.

O primeiro marcou o início de sua carreira, quando, contratado pelo departamento de marketing da Brahma, participa do fortalecimento da marca Skol. Apesar do sucesso, ele abre mão de receber US$ 1 milhão da cervejaria para integrar a equipe da Sony Music. Lá, chega à vice-presidência antes de completar 30 anos, participando da revelação de nomes como Daniela Mercury, Planet Hemp, Jota Quest e Zezé di Camargo e Luciano.

Novamente, quando tudo parecia estar 100%, ele deixou a empresa para criar a própria, a holding L21 Participações, que hoje tem um faturamento anual de R$ 120 milhões e administra 12 negócios, como a Aventura. O surgimento da produtora, aliás, aconteceu quando Aniela Jordan, que já administrava a Axion ao lado de Charles Möeller e Claudio Botelho, percebeu a necessidade de um parceiro com conhecimento em marketing e negócios.

Recomendada por um amigo, Aniela reuniu-se com Calainho, ao lado de Möeller e Botelho. Ao longo da conversa, o empresário perguntou sobre qual seria o primeiro projeto. É possível dizer que a Aventura nasceu quando Aniela respondeu: o musical A Noviça Rebelde. Isso porque o filme era um dos preferidos do pai de Calainho, que adorava ouvir as célebres canções ao lado dos filhos. Firmado o acordo, vieram montagens de clássicos (Gypsy, Hair, O Violinista no Telhado). E agora, novo recomeço, com montagens nacionais: o próximo será Elis – A Musical.

REINVENTANDO A SI MESMO

Autor: Luiz Calainho

Editora: Agir (208 págs., R$ 34,90)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.